Em tempos de normalidade democrática, medidas de política comercial seguem critérios técnicos. Em tempos de autoritarismo globalizado, elas se tornam armas geopolíticas, instrumentos de chantagem e expressões de um projeto de poder fundado na mentira. É exatamente isso que estamos vivendo agora. Com Donald Trump reeleito e de volta à Casa Branca há sete meses, os Estados Unidos acabam de impor um tarifaço de 50% exclusivamente ao Brasil, uma medida sem precedentes e sem paralelo em qualquer relação bilateral do continente.
Estamos, assistindo ao surgimento de uma economia que pensa como a floresta: integrada, complexa, resiliente. Do açaí à borracha, da fibra à plataforma digital, da pesquisa científica ao investidor global, a floresta em pé se converte em sistema produtivo e modelo de futuro. Um ecossistema de atores que mostra a Amazônia não apenas pelo que se conserva, mas pelo que se constrói a partir do respeito à sua lógica viva.