Não há lugar no futuro que já começou na Amazônia para a exclusão do tecido social na gestão de seus interesses, seus recursos e direitos. Nem há tempo de protelar essas obrigações emergenciais.
Amazônia do Futuro
No documento Amazônia do Futuro foi detalhadamente desenhado este caminho e configuração protagonista, apontando a necessidade de uma mobilização interinstitucional para debelar aquilo que o economista americano Jeffrey Sachs chama de “a doença global da desigualdade”.
E nesta hora, a partir de agora, só diremos amém se formos protagonistas da oração. Chega de transferir a outrem a iniciativa do construir e fabricar saídas e soluções. Manaus precisa e é capaz de gerar a base econômica da justiça coletiva de verdade e com autoridade de sacudir a exclusão social, cultural, racial, econômica na perspectiva da interação regional, inteligente e muito urgente que se impõe. Amazônia do Futuro é a Amazônia do Século 21 que já começou.
E quem vai bancar a antecipação desta utopia? Quem vai assinar a carta de crédito desse mutirão de empreendedorismo? Como transformar nossas instituições de ensino, qualificação técnica, científica e crítica na base que vai amparar o novo tempo de uma economia da sustentabilidade amazônica?
Desenvolver, sem desmatar a floresta é nosso compromisso sagrado. O que nos precisamos é de recursos para qualificar massivamente nossos jovens, construirmos parques tecnológicos de informação, comunicação e biotecnologia. Esta é a maneira mais viável de promover o exercício da cidadania e o desenvolvimento socioeconômico e industrial de que a Amazônia e o Brasil precisam.
Em lugar de esperar soluções messiânicas, precisamos agir com o protagonismo de quem produz emprego, impostos e riquezas. Beiramos a fronteira da irresponsabilidade se não nos mobilizamos para auditar, e influenciar sua aplicação conforme a legislação. Temos colegiados de composição híbrida que, estranhamente deixaram de funcionar. São conselho representativos da Sociedade e a eles compete a gestão transparente de generosos recursos da indústria para o interesse coletivo.