As cartas em defesa da democracia e das eleições diretas ecoarão por todo o Brasil

Por todo o Brasil, via sites e mídias sociais, ecoará a leitura, na Faculdade de Direito da USP da Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado de Democracia de Direito, nascida nas Arcadas do Largo de São Francisco, que já conta com mais de 800 mil assinaturas, e a Carta em Defesa da Democracia e da Justiça, que reúne a assinatura de 108 entidades empresariais, sindicatos trabalhistas e associações civis, como Fiesp, Febraban, Cut e similares, entre muitas outras áreas da ciência

Luiz Roberto SerranoUSP

Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP, e Celso Campilongo, diretor da Faculdade de Direito, dizem que os textos representam os sentimentos da sociedade

Esta quinta-feira, 11 de agosto, dia tradicional de comemoração dos cursos de Direito no Brasil, se transformará no dia da defesa, pela sociedade, da democracia e de eleições livres e justas no Brasil.

Parecia que o País estava mais ou menos adormecido, em berço nada esplêndido. Um país que parecia apático diante dos permanentes e constantes ataques à democracia”, diz Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP. “Essa paralisia é rompida com a carta, o que mostra que a USP também passou a ter um papel de protagonista.” Para ela, a cerimônia representa, acima de tudo, a retomada das ações coletivas da sociedade civil contra as constantes ameaças à democracia brasileira e aos seus instrumentos, especialmente às eleições diretas, que emanam de Brasília nos últimos anos (veja entrevista completa no vídeo abaixo).

“O número me surpreende muito. Não passava pela nossa cabeça que chegaríamos ao alcance que chegamos. Tem todas as profissões e vários setores, 800 mil é um número muito expressivo”, diz o diretor da Faculdade de Direito da USP, Celso Campilongo, sobre evento nascido de sugestões de ex-alunos, que relembravam a importância da Carta aos Brasileiros, de protesto contra as arbitrariedades da ditadura militar em 1977, lida no pátio da faculdade, pelo respeitado professor Goffredo da Silva Telles, que plantou uma contestação ao regime cuja derrubada vingou oito anos depois. A ideia, como uma chispa, espalhou-se pela sociedade civil e carta assinada pelas 108 associações da sociedade civil brasileira (veja entrevista abaixo).

Movimento pela Democracia

O evento, cuidadosamente organizado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, ocorrerá a partir das 10h, em três espaços da instituição, o Salão Nobre, o pátio interno e o espaço em frente da escola, que receberá telões para a transmissão. Até esta última terça-feira, já haviam se interessado por transmiti-lo diretamente 20 faculdades de Direito e 30 universidades de todo o Brasil.

Texto publicado originalmente em Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Anotações para o novo lustro da economia brasileira – 2026 a 2030

Comentários de Alfredo Lopes - BrasilAmazoniaAgora O Brasil entre...

SOS Amazônia: o Super El Niño já começou

Super El Niño pode agravar secas, calor extremo e pressão sobre rios e comunidades na Amazônia, reforçando a urgência da adaptação climática.

Dia da Indústria: a força produtiva da Amazônia e o protagonismo feminino na construção do futuro

Entre desafios logísticos, pressão internacional e transição climática, a indústria do Amazonas consolidou uma experiência singular de desenvolvimento associado à floresta em pé, com mulheres assumindo papel cada vez mais estratégico nos espaços de liderança, inovação e transformação regional.

Quem vai pagar a despesa na confraternização da escala 6×1?

A própria indústria compreende que trabalhadores mais descansados, valorizados...