Imazon, Instituto do Pará é o primeiro do terceiro setor brasileiro a vencer o prêmio “Campeões da Terra” da ONU por transformar ciência em ação contra o desmatamento.
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) foi reconhecido com o Prêmio Campeões da Terra 2025, a mais alta distinção ambiental concedida pelas Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/12), durante cerimônia realizada no Quênia, e marca um feito inédito para o terceiro setor brasileiro: é a primeira vez que uma organização da sociedade civil do país recebe essa honraria, tradicionalmente concedida a lideranças políticas e figuras públicas.
A premiação reconhece o impacto do trabalho desenvolvido pelo Imazon ao longo de 35 anos na Amazônia. Com sede em Belém (PA), o instituto é referência na produção de conhecimento científico e no uso de tecnologia para enfrentar o desmatamento ilegal. A organização já publicou mais de mil estudos sobre a floresta e opera sistemas de monitoramento por satélite que utilizam inteligência artificial e dados geoespaciais para detectar áreas desmatadas em tempo real.

O júri internacional destacou que os dados produzidos pelo Imazon têm sido fundamentais para fortalecer a fiscalização ambiental, subsidiar políticas públicas e embasar processos judiciais contra crimes ambientais na região. Além disso, o instituto tem atuado como fonte técnica para governos e organizações, contribuindo para a elaboração de estratégias de combate à devastação.
Além do instituto brasileiro, a edição deste ano premiou jovens líderes climáticos das Ilhas do Pacífico, iniciativas comunitárias na Índia e soluções adaptadas às mudanças climáticas em áreas de calor extremo na África. O Prêmio Campeões da Terra é considerado o principal reconhecimento global a pessoas e instituições que contribuem significativamente para a proteção do meio ambiente e a construção de um futuro sustentável.
