“Belém desperta para um momento especial. A cidade pulsa propósito, e a expectativa do primeiro dia vibra no ar”
Por Jeibi Medeiros – secretário executivo da SEDECTI-AM
O sol ainda nem tinha subido direito quando começou meu primeiro dia em Belém, palco de um dos momentos mais esperados do ano: a COP 30. Logo cedo, o credenciamento — rápido, tranquilo, sem filas — já dava o tom de uma organização exemplar. A cidade, viva e luminosa, mistura calor, vento e acolhimento como só a Amazônia sabe oferecer.
De volta ao barco, revisei detalhes com a equipe antes de embarcar rumo à Green Zone e à Blue Zone, acompanhando o trabalho incansável de todos. A Green Zone impressiona — moderna, quase pronta, vibrando energia positiva. Mas ainda há martelos batendo, telas subindo, detalhes finais sendo costurados.
A pergunta que paira no ar é a mesma para todos: vai dar tempo?
E a resposta, mesmo não dita, é clara: vai sim. Porque há um sentimento coletivo de propósito, um fio de confiança que conecta cada equipe, cada trabalhador, cada olhar.
Entre um pavilhão e outro, o trajeto é longo. O acesso direto ainda fechado nos levou a experimentar uma das estrelas do evento: os ônibus elétricos da COP, operados pela BRT Amazônia. São 15 linhas que cortam a cidade, gratuitas para os credenciados, com conforto e eficiência. Produzidos pela Eletra Industrial, em São Bernardo do Campo, os veículos são vitrine da capacidade da indústria brasileira na eletromobilidade. Gentileza, organização e pontualidade: um símbolo do Brasil que dá certo.
Os estandes são um espetáculo à parte. Criativos, tecnológicos, cheios de significado. Cada espaço parece contar um pedaço da história da Amazônia — suas dores, conquistas e promessas. Ciência, floresta e inovação se entrelaçam como se sempre tivessem falado a mesma língua.

Na hora do almoço, a Estação das Docas se revelou um respiro: ampliada, colorida, viva. Um ponto de encontro entre moradores, visitantes e delegações, onde a gastronomia se mistura à alegria de quem sente que está participando de algo histórico.
Mais tarde, o barco da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) se tornou um refúgio para boas conversas e ideias inspiradoras. O tipo de encontro que faz a COP ser mais do que um evento — faz dela uma experiência transformadora.
No fim do dia, a sensação é de harmonia. A cidade está pronta para o mundo. Os preços estão justos, o atendimento é leve e o sorriso das pessoas traduz o espírito de um povo que quer — e merece — ver tudo funcionar.
Belém vive um momento especial. A cidade pulsa propósito. E a expectativa para o primeiro dia oficial é altíssima.

