Em 2025, famílias ribeirinhas, participantes do projeto Floresta Viva do Idesam, plantaram 13 mil árvores no Amazonas e dobraram a produção local com iniciativas sustentáveis.
Comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no Amazonas, unem preservação ambiental e geração de renda por meio de sistemas agroflorestais. Pelo projeto Floresta Viva, coordenado pelo Idesam, 54 famílias ribeirinhas restauram áreas degradadas e criam alternativas de subsistência baseadas na bioeconomia.

Em 2025, a iniciativa resultou no plantio de mais de 13 mil árvores em 13 comunidades, recuperando 35 hectares. Diferente das monoculturas, os agroflorestais combinam até 20 espécies em uma mesma área; como açaí, bacuri, jatobá, itaúba, copaíba e andiroba. O modelo substitui a agricultura de corte e queima e garante produção contínua, sem necessidade de abertura de novos roçados.
Os efeitos também são econômicos. A usina comunitária de óleos essenciais de breu dobrou a produção, de 20 para 40 litros mensais. Agora o insumo também é processado com energia solar em vez de combustíveis fósseis, diminuindo emissões de carbono.
O projeto ainda fortalece a autonomia e a capacitação. Moradores atuam no ciclo completo das mudas,da coleta de sementes ao plantio, consolidando conhecimento técnico e engajamento comunitário.

Para o diretor técnico do Idesam, André Vianna, a iniciativa vai além de metas ambientais. “Plantar árvores na Amazônia é manter a floresta viva, criar oportunidades para quem vive nela e garantir um futuro possível. É sobre justiça climática, autonomia e protagonismo das comunidades tradicionais.”
Com a meta de restaurar 200 hectares em diferentes Unidades de Conservação do Amazonas, o Floresta Viva é um exemplo de como o Brasil pode avançar no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê restaurar 12 milhões de hectares até 2030, e ressalta o papel das populações tradicionais na conservação da floresta.

