Com princípios da economia circular, empresas apresentaram propostas em prol da regeneração da natureza usando biomassa e ingredientes amazônicos por meio de um desafio
Após um ano e meio de desenvolvimento, os produtos criados no desafio “O Grande Redesenho de Alimentos” foram apresentados em São Paulo no dia 30 de janeiro. Promovido pela Fundação Ellen MacArthur em parceria com o Sustainable Food Trust, o desafio incentivou empresas a desenvolverem alimentos alinhados aos princípios da economia circular, visando a regeneração da natureza.
No total, 141 produtos foram desenvolvidos por 57 empresas de 12 países. No Brasil, 11 empresas chegaram à fase final, incluindo Amazônia Agroflorestal, Amazonika Mundi, Bebajapí Bebidas Fermentadas, Cuíca, Horta da Terra, Mahta, Nude, Nutricandies, Puravida, Santa Food e Viva Regenera.

As inovações apresentadas no desafio incluem um cereal proteico feito com biomassa de aveia, um blend proteico em pó com ingredientes da Amazônia, como cogumelo Yanomami e castanha-do-Brasil, além de um creme adoçante à base de mel de cacau e um pão de mel recheado com doce de biomassa de banana verde. Todos os produtos foram desenvolvidos seguindo o modelo de design circular de alimentos, que orienta a escolha de ingredientes, fornecimento e embalagem para promover a regeneração da natureza.
“O Desafio ‘O Grande Redesenho de Alimentos’ foi uma forma de demonstrar que é possível desenvolver produtos priorizando o resultado positivo que eles trarão para a natureza. Isso é fundamental para desencadear uma mudança no nosso atual sistema de alimentos, para que ele deixe de ser um dos principais contribuintes para as mudanças climáticas e para a perda de biodiversidade e passe a ser parte da solução a esses desafios”, afirma Luisa Santiago, diretora executiva para a Fundação Ellen MacArthur na América Latina.

“Essa jornada de inovação também é um convite para que outras empresas de alimentos vejam que é possível desenvolver produtos que são bons para as pessoas e para a natureza e comecem a repensar o seu portfólio com base no design circular de alimentos”, conclui.
