Variante XBB15 pode explodir nova onda de Covid-19

Lucas Rocha – CNN

Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução de Vírus (TAG-VE), que assessora a OMS, afirmou que estimativas de vantagem de crescimento da variante são de apenas um país, os EUA

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta quarta-feira (11), que há possibilidade de um aumento na incidência de casos de Covid-19 a nível global devido à circulação da subvariante XBB.1.5 do coronavírus.

No entanto, o Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução de Vírus (TAG-VE, em inglês), que assessora a organização, classificou como “baixa” a avaliação de risco da subvariante, que é um recombinante de outras sublinhagens da Ômicron.

O Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução de Vírus (TAG-VE) da OMS se reuniu em 5 de janeiro de 2023 para discutir as evidências mais recentes sobre a XBB.1.5 e avaliar o risco à saúde pública associado a essa variante. No documento, os especialistas afirmam que as estimativas de vantagem de crescimento da variante são de apenas um país, os Estados Unidos.

De 22 de outubro de 2022 a 11 de janeiro de 2023, 5.288 sequências da variante XBB.1.5 foram relatadas em 38 países. A maioria dessas sequências é dos Estados Unidos (82,2%), Reino Unido (8,1%) e Dinamarca (2,2%).

A OMS e o TAG-VE recomendam que os países priorizem estudos para melhor abordar as incertezas relacionadas à vantagem de crescimento, escape de anticorpos e gravidade de XBB.1.5. A orientação aponta cronogramas sugeridos, que podem variar de acordo com as capacidades nacionais.

  • Análise da vantagem de crescimento de outros países onde XBB.1.5 foi detectado (1-3 semanas)
  • Ensaios de neutralização usando soros humanos representativos das comunidades afetadas e isolados de vírus vivos XBB.1.5 (2-6 semanas)
  • Avaliação comparativa para detectar mudanças nos indicadores contínuos ou ad hoc de gravidade (4-12 semanas)

De acordo com a OMS, a avaliação rápida de risco é baseada em evidências atualmente disponíveis e será revisada regularmente à medida que mais dados de outros países estiverem disponíveis.

De acordo com a OMS, a avaliação rápida de risco é baseada em evidências atualmente disponíveis e será revisada regularmente à medida que mais dados de outros países estiverem disponíveis.

Cientistas identificaram o primeiro caso de Covid-19 no Brasil causado pela variante XBB.1.5 do coronavírus. O caso confirmado pela Rede Dasa é de uma paciente de 54 anos de Indaiatuba, no interior de São Paulo. De acordo com a Dasa, a amostra foi coletada em novembro de 2022, mas a confirmação da nova variante ocorreu apenas recentemente.

A pesquisadora Marilda Siqueira, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) afirma ser difícil prever qual pode ser o tamanho de uma nova onda da doença.

“Temos uma população vacinada, mas precisamos melhorar a taxa de reforço. Isso é muito importante para todos os grupos: tanto populações vulneráveis, como idosos e portadores de doenças crônicas, quanto adultos e jovens, que ainda têm baixa taxa de reforço. Também precisamos reforçar o uso de máscaras em locais fechados, em aglomerações e em contato com pessoas vulneráveis, como ocorre em hospitais, clínicas e asilos”, afirma Marilda, em comunicado.

Cuidados básicos ajudam a prevenir a variante

Texto publicado originalmente por CNN Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Impactos do super MEI na distribuição de renda do Brasil

Por Alfredo Lopes Lopes PAULO HADDAD: O ECONOMISTA QUE...

O problema do Brasil é educacional, mas não apenas

“A China decidiu qual futuro quer fabricar. O Brasil...

Das capitanias hereditárias à nova matriz energética nacional

"O Brasil tem matriz renovável e recursos energéticos em...

Conheça os fungos que brilham no escuro e intrigam cientistas

Fungos que brilham no escuro revelam estratégias da biodiversidade, atraem insetos, dispersam esporos e inspiram pesquisas científicas.