Bororé-Colônia é avaliada na área de proteção ambiental em projetos de serviços ecossistêmicos

O projeto de avaliação visa à implementação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável em áreas de pressão e expansão urbanas

Projeto em área de proteção Bororé-Colônia

Com objetivo de oferecer diretrizes técnicas em políticas públicas para a orientação e avaliação de impactos ambientais, o projeto da Escola Politécnica (Poli-USP) é desenvolvido pela professora Amarilis Lucia Gallardo, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental, e pela aluna de Engenharia Ambiental Maria Luíza Petroni. A partir do acompanhamento das gestões da Área de Proteção Ambiental (APA) Bororé-Colônia, baseado na avaliação dos impactos ambientais e dos serviços ecossistêmicos, foram traçados mecanismos de uso e manejo de planejamento ambiental. 

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Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo – Foto: Fapesp

A professora Amarilis explica que os serviços ecossistêmicos dizem respeito aos benefícios diretos e indiretos que a sociedade obtém, a partir das funções dos ecossistemas: “Oferta de água, produção de alimento e de energia, regulação do clima, polinização, cultura e lazer”, salienta. Devido ao potencial dessas zonas, há uma certa “pressão do desenvolvimento econômico”, por isso, a necessidade de se proteger tais recortes ambientais. 

A importância de estudar a área que compreende a APA Bororé-Colônia tem relação com seu potencial ambiental e seus impactos de desenvolvimento econômico. Maria Luíza explica que, no caso dessa Área de Proteção Ambiental, três unidades de conservação foram criadas com a intenção de “aliviar os efeitos da construção de um trecho do Rodoanel Mário Covas e do processo de expansão urbana desordenada”.  

Tais zonas compreendem importantes remanescentes de Mata Atlântica e cursos de água que abastecem algumas das principais represas paulistas e que também abrangem o cinturão verde do Estado de São Paulo. Além disso, elas são importantes aliadas na melhoria da qualidade de vida da população, como esclarece a professora: “Elas são consideradas verdadeiros ativos ambientais do município, ou seja, possuem muito valor agregado para a sociedade”.

Implementação do projeto 

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Maria Luiza Petroni- Foto: Linkedin

O programa elaborado por elas busca conciliar a conservação da paisagem e o desenvolvimento socioeconômico, sob a perspectiva do uso racional dos recursos naturais, apesar de a região apresentar desafios específicos. Um deles é encontrar meios de “amortecer a pressão antrópica”, com o auxílio de pesquisas acadêmicas, nas regiões que compreendem potenciais serviços ecossistêmicos. O estudo também demonstrou de que forma a pressão sobre esses espaços impacta a sociedade como um todo.

Foi com a observação da tomada de decisões sobre o uso e proteção dessas áreas, como os defeitos nas mudanças de uso e de cobertura de terras, além das demandas sobre os serviços, que foram elaboradas cartilhas oferecendo orientações em políticas públicas para a sociedade. A primeira delas teve como objetivo desmistificar e explicar o termo de serviços ecossistêmicos para que o público geral entenda. A segunda cartilha focou no desenvolvimento de projetos “atuando de modo bastante incisivo”, tanto na construção quanto na manutenção e regulação dos espaços que oferecem esses serviços. 

Texto publicado originalmente em JORNAL DA USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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