Despedida do Indigenista Bruno Pereira será no Recife

A expectativa da família de Bruno é de que ele seja velado entre esta quarta (22) e quinta-feira (23)

Após um desfecho trágico, com a confirmação das mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips, no Amazonas, os parentes e também os indígenas que conviviam e lutavam ao lado do indigenista pela proteção do Vale do Javari (AM) começam a se mobilizar para o adeus. 

A expectativa da família de Bruno é de que ele seja velado entre esta quarta (22) e quinta-feira (23), no Recife, em Pernambuco, sua terra natal, a depender da liberação do corpo pela Polícia Federal, que já está em trabalho de conclusão das perícias.

“O povo kanamari de hoje para amanhã já deve fazer uma cerimônia em Atalaia do Norte. Os demais vão fazer nas aldeias. Todos eles, marubos, matis, cada um com o seu jeito”, explica Beto Marubo, liderança indígena.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), do qual Beto e Eliesio Marubo fazem parte, já confirmou que estará presente no Recife ao lado da família de Bruno para a última despedida. Antes disso, no entanto, os representantes dos indígenas terão compromissos em Brasília.

No Vale do Javari, as várias tribos que vivem na terra indígena também já preparam seus rituais espirituais de despedida, que independem da presença do corpo do indigenista. Já ontem, a tribo kanamari deve começar a entoar seus cânticos aos espíritos de Bruno Pereira.

Texto originalmente publicado em Folha PE

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes

Terras raras no Brasil entram no centro da disputa por soberania nacional

Terras raras no Brasil entram na disputa global, com Lula defendendo soberania mineral diante de pressões externas e impactos ambientais.

Mineração sustentável é possível? Transição energética expõe dilema

Mineração sustentável é possível? Avanços tecnológicos enfrentam limites ambientais, pressão sobre ecossistemas e desafios da transição energética.

O mundo mudou — e a Amazônia precisa reagir antes de ser empurrada

Entrevista | Denis Minev ao Brasil Amazônia Agora Empresário à...