Calor de fábrica da Volkswagen aquecerá lares na Polônia

Projeto vai garantir o aquecimento de 4.500 apartamentos.

A demanda por componentes automotivos faz da indústria de carros uma grande cliente do setor de fundição. No caso da Volkswagen, uma fábrica na cidade de Posnânia, na Polônia, vai começar a aproveitar o processo de fundição de alumínio para recuperar o calor e abastecer residências.

Desde 2017, a fábrica da Volkswagen de Posnânia já recupera o calor gerado pela operação de compressores, que é transferido para a rede de aquecimento municipal.

Com bons resultados neste projeto, agora a empresa vai expandir o processo para recuperar também o calor gerado na fundição de alumínio. A iniciativa é uma realização da fabricante alemã em parceria com a multinacional francesa Veolia.

Como o calor industrial será usado nas residências?

O alumínio, do qual são feitos os componentes para a produção de automóveis, é fundido em fornos a gás. Neste processo, quantidades significativas de calor são geradas e, ao invés de ser liberado diretamente na atmosfera, será direcionado para aquecimento urbano.

A solução vai ajudar a reduzir as emissões de CO2, reduzir a ocorrência de ilhas de calor na cidade e direcionar cerca de 16 mil megawatts-hora de energia térmica, anualmente, para aquecer casas, salões e instalações comerciais.

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Cidade de Posnânia | Foto: Alexandra Dubinina | Unsplash

A estimativa é que este projeto vai garantir o aquecimento de 4.500 apartamentos em 45 edifícios multifamiliares localizados no distrito de Górczynie na cidade de Posnânia. Um centro comercial e uma unidade de gestão de resíduos também serão beneficiados.

Outro benefício direto será “poupar” uma usina termelétrica localizada em Posnânia. A usina economizará cerca de 3.200 toneladas de carvão por ano e também deve emitir 2.440 toneladas a menos de CO2. Um grande alívio para a cidade reduzir suas emissões poluentes, sem deixar de lado as necessidades dos moradores. No inverno, a Polônia pode registrar temperaturas de -20°C.

Fonte: Ciclo Vivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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