Reino Unido apresenta plano para descarbonização, com promessas de investimentos bilionários e mais de 400 mil empregos

Sob pressão para divulgar uma estratégia de neutralidade de carbono antes da COP26 que começa em Glasgow em menos de duas semanas, nesta terça (19), o Reino Unido revelou seus planos, com promessas de criar até 440.000 empregos e atrair £ 90 bilhões em investimentos na próxima década, a maior parte deles de empresas do setor privado. Ele inclui a expansão de veículos elétricos e sua rede de pontos de recarga, um maior crescimento da energia eólica offshore, investimentos em novas tecnologias, como hidrogênio e combustível de aviação sustentável e £ 120 milhões em pelo menos uma nova usina nuclear. A estratégia inclui ainda um plano de 124 milhões de libras para restaurar 280.000 hectares de turfeiras e a criação de florestas na Inglaterra. Mas não menciona o consumo de carne, já que as autoridades disseram que não haveria restrições à escolha do consumidor.

Um documento paralelo, publicado pelo Tesouro no mesmo dia, mostrou que o governo britânico provavelmente perderá dezenas de bilhões em receitas com impostos sobre combustíveis fósseis e destacou outros riscos de políticas verdes, como negócios indo para o exterior e a potencial necessidade de novos impostos. As perdas foram detalhadas pelo Financial Times.

Mas essas não foram as únicas ressalvas. Especialistas e ativistas alertam que o plano não é ambicioso o suficiente, nem respaldado por financiamento adequado. Kevin Anderson, professor de energia e mudança climática da Universidade de Manchester, disse ao Guardian: “Examine as planilhas associadas e os números revelam uma história de subterfúgios, ilusões, compensações e políticas fragmentadas – tudo vestido como uma estratégia novinha em folha para o COP26.”  A BBC também se aprofundou nos pontos fracos do plano aqui e aqui.

Reuters, AP, Climate Change News, Bloomberg e BBC repercutiram o anúncio.

No início da terça-feira, Johnson anunciou quase 10 bilhões de libras de investimento privado em projetos verdes em uma cúpula de investimentos em Londres.  A Exame e a Reuters deram os detalhes.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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