Fala de Sachsida mostra “desconhecimento” sobre Sistema S, diz CNI

Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia diz que irá “passar a faca” no Sistema S e recursos irão para jovens carentes

O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) publicaram nota, nesta sexta-feira (23/7), lamentando as declarações do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida (foto em destaque), de que irá “passar a faca” no Sistema S e destinar os recursos ao pagamento de bolsas para a qualificação de jovens de baixa renda.

De acordo com os órgãos, a fala do secretário demonstra profundo “desconhecimento” de como as instituições já contribuem com a inserção de jovens brasileiros no mercado de trabalho, “sobretudo os de classes menos favorecidas”.

“Querer desestruturar o trabalho já realizado pelo Sesi e pelo Senai por meio de uma ‘facada’, na tentativa de enfraquecer duas das principais instituições com capacidade para contribuir com os esforços de reduzir a informalidade e o desemprego no país, isso sim, é condenar uma parcela da população à pobreza”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Conforme a nota, o Sesi oferece educação básica para mais de 900 mil jovens. Além disso, em 2020, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) beneficiou 36,7 mil trabalhadores fora da idade escolar. No mesmo ano, o Sesi e o Senai formaram a primeira turma do Novo Ensino Médio, com 198 jovens, dos quais 13% eram da classe C e 87% da classe D, que chegam ao mercado de trabalho com um diploma técnico.

“Embora o secretário do Ministério da Economia demonstre não saber, o Senai já participa de três programas (Emprega Mais, o Brasil Mais e o Aprendizagem 4.0) iniciados em 2020 justamente com foco na inserção de jovens no mercado de trabalho e no aumento da produtividade de empresas”, afirmam as instituições.

“Para essa parcela da população, o Sesi e o Senai já representam uma oportunidade de conquistar condições mais sólidas de empregabilidade e mobilidade social, um passaporte para a cidadania para milhares de jovens carentes”, completam.

R$ 550 a jovens

O programa sugerido por Sachsida prevê um pagamento de R$ 550 ao jovem que não pode voltar aos estudos. Metade deste valor seria pago pelo Sistema S e a outra metade, pela empresa onde o jovem trabalha.

Na avaliação do secretário, “não podemos deixar uma geração inteira de jovens pobres ser sacrificada porque algum lobby não quer dar uma contribuição mais do que justa neste momento”, declarou em live promovida pelo jornal Valor Econômico nesta sexta.

Fonte: Metrópoles

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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