Indústria da carne recorre à desinformação para minimizar impactos do setor sobre o clima

A indústria da carne pegou emprestado o playbook do setor petroleiro para desinformar o público sobre os impactos ambientais e climáticos da produção de carne bovina. Por cinco meses, o Desmog analisou documentos oficiais e declarações de empresas e associações comerciais para destrinchar o negacionismo climático do setor da carne.

A pesquisa revelou que as grandes empresas do setor – como JBS, Tyson Foods, Vion e Danish Crown – buscam se colocar como “liderança” na luta contra a crise climática, minimizando o impacto da produção de carne no clima, lançando dúvidas sobre a eficácia de alternativas à carne para combater a mudança do clima, promovendo os benefícios da carne para a saúde (e escondendo os possíveis malefícios de seu consumo), e exagerando o potencial de inovações agrícolas para reduzir o impacto ecológico da pecuária.

Esta indústria vem se esforçando em ações publicitárias para ressaltar os “compromissos climáticos” do setor, como promessas de redução das emissões de carbono a zero nas próximas décadas (ao mesmo tempo em que ignora o fato de que a maior parte da pegada climática do setor está nas emissões de metano de sua cadeia). Os lobistas também estão recorrendo a interlocutores em governos e em outros setores produtivos para “mudar a narrativa” em torno dos riscos climáticos da produção e do consumo de carne.

O jornal inglês Independent também repercutiu a notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Infraestrutura, o debate da hora no Amazonas

"Ao reunir TCE-AM e TCU para discutir o Custo...

A Argentina é logo ali

"A presença de Javier Milei no palanque de Flávio...

O Nobel de Navi Pillay e o avanço da impunidade

"A escolha da jurista sul-africana Navi Pillay recoloca a...

Terras indígenas na mira: o que Flávio Bolsonaro propõe e o que temem os Yanomami 

Flávio Bolsonaro defende exploração econômica de terras indígenas e rejeita demarcações em MT. Mulheres Yanomami alertam para riscos.

Populações de animais selvagens recuam 73% em 52 anos, aponta relatório do WWF 

Relatório do WWF alerta para a perda de biodiversidade: populações de animais selvagens monitoradas recuaram, em média, 73% entre 1970 e 2022.