Destruição da Amazônia alimenta maior cinturão de algas do planeta

A conversão da Floresta Amazônica em pastos e lavouras aqui, na Venezuela e na Colômbia, está aumentando a descarga de nutrientes no oceano. Assim, o histórico Mar de Sargaços do Atlântico Norte está ganhando um irmão, bem maior, no Atlântico Sul.  Aldem Bourscheit, no InfoAmazônia, escreveu uma matéria preciosa sobre mais este impacto do desmatamento. Ele traz a palavra de Carlos Noriega, Universidade Federal de Pernambuco e um dos autores de um estudo sobre a expansão do sargaço. “Não podemos citar um gatilho específico, mas a contribuição do território brasileiro é fundamental. Com o desmatamento da Amazônia, a água lava o solo e os elementos químicos nos rios. O nitrogênio é um nutriente do sargaço, e suas principais fontes são a agricultura, as indústrias e os esgotos sem tratamento”.

O Mar de Sargarços ronda a costa leste dos EUA e o canto nordeste do Caribe. Seu irmão sulamericano ganha um primeiro impulso na foz do Orinoco, na Venezuela, e outro maior na foz do Amazonas. Medidas feitas na pluma do Amazonas em 2010 e repetidas em 2018, mostraram um crescimento importante na descarga de nitrato e fosfato.  Para se ter ideia do tamanho do problema: a circulação do irmão ao norte arrasta as algas em direção ao México, mas, na volta, se estica até quase o litoral da África, formando uma ponte intercontinental de algas.

Os balanços naturais, aparentemente eternos, são bagunçados por eventos catastróficos como vulcões. Mas também pela destruição contínua promovida pelo homem nas últimas décadas. Nós, que mal chegamos a 2 metros de altura, alteramos a composição e os sistemas da atmosfera a quilômetros de altitude ao redor do planeta. E estamos também alterando os quilômetros de profundidade dos oceanos em toda sua complexidade.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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