Desenvolvimento sustentável: índice mostra avanços e obstáculos para Agenda 2030 nos municípios brasileiros

O Programa Cidades Sustentáveis (PCS) divulgou nesta 3ª feira (23/3) o primeiro levantamento sobre a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU nos municípios brasileiros. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR), a maior parte delas ainda está longe de conseguir tirar do papel as metas de desenvolvimento para 2030.

O Índice analisou dados de 770 municípios, incluindo as capitais dos 26 estados, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do país. Segundo o levantamento, apenas 31 municípios conseguiram avançar substancialmente na implementação da Agenda 2030, percorrendo cerca de dois terços do caminho para viabilizar esses objetivos. Outros 220 municípios ainda não chegaram à metade do trajeto e apresentam grandes desafios para alcançar as metas.

O Índice mostrou também as grandes desigualdades territoriais que persistem no Brasil. Os 23 municípios que obtiveram a melhor pontuação estão localizados no estado de São Paulo. As 100 cidades que tiveram a melhor classificação estão nas Regiões Sul e Sudeste do país. Por outro lado, os municípios do Norte e do Nordeste registraram as pontuações mais baixas. A cidade de Morungaba, na região metropolitana de Campinas (SP), obteve a melhor pontuação do Índice (73,4 pontos de 100 possíveis). Na outra ponta, Moju (PA) teve a pontuação mais baixa (32,18 pontos). Folha e UOL Ecoa deram destaque a essa notícia.

Em tempo: Uma análise da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) mostrou que o engajamento dos prefeitos eleitos no ano passado com a agenda ambiental ainda é baixo no Brasil, mesmo com a relevância que essa questão adquiriu dentro e fora do país nos últimos tempos. Menos da metade das lideranças eleitas na última votação tinha considerações sobre meio ambiente em seus programas de governo. Em municípios menores, com menos de 100 mil habitantes, essa diferença é ainda maior. Daniela Chiaretti deu mais informações no Valor.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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