Estudo mostra o “caos fundiário” da Amazônia

A “regularização fundiária” tornou-se uma das soluções mágicas vendidas pelo governo Bolsonaro e pela bancada ruralista no Congresso Nacional para se resolver a questão da grilagem e do desmatamento ilegal na Amazônia. No entanto, um levantamento inédito do Imazon concluiu que a legislação vigente nos estados da Amazônia Legal não impede que terras públicas invadidas e desmatadas ilegalmente recebam título de propriedade. O estudo, que será divulgado na semana que vem, analisou o marco legal para regularização fundiária nos nove estados da Amazônia Legal e levantou dados de órgãos federais e estaduais entre 2016 e 2020. Além da facilitação oferecida pela lei para legalização de áreas invadidas e desmatadas de maneira criminosa, o preço praticado pelos governos estaduais na venda de terras públicas é muito abaixo dos valores cobrados no mercado. “O modelo de regularização fundiária que temos hoje na Amazônia não irá punir ninguém”, afirmou ao Valor a pesquisadora Brenda Brito, que coordenou o estudo. “[Ele] premia pessoas que invadiram e desmataram ilegalmente com títulos de terra e que ainda pagam preços irrisórios por isso”.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O imposto muda de endereço. E como fica o interior do Amazonas?

“A reforma tributária altera a distribuição das receitas e exige que governo, prefeituras e setor produtivo organizem desde já o financiamento do desenvolvimento nos municípios”.

Abraciclo lança guia para orientar uso seguro de veículos elétricos de duas rodas nas cidades brasileiras

"Publicação reúne recomendações sobre segurança viária, regras de circulação...

Adalberto Luís Val, um cientista que ajuda o mundo a compreender a Amazônia

“Reconhecido internacionalmente, pesquisador do Inpa construiu uma trajetória que...

Ibama viraliza com ações contra o garimpo ilegal e explica destruição de equipamentos

Ibama viraliza com ações contra o garimpo ilegal e explica por que destrói dragas e outros equipamentos em operações.