Projeto espanhol promove adoção de árvores centenárias

No pequeno povoado Oliete, onde vivem cerca de 350 pessoas, um projeto está conseguindo reverter o abandono dos olivais e promovendo o retorno do homem ao campo. Trata-se do projeto “Apadrinhe uma Oliveira”, ou em espanhol “Apadrina un Olivo”, que estimula a sociedade a doar 50 Euros por ano para recuperar uma oliveira e garantir a preservação da espécie, colocando-a novamente produtiva.

Os padrinhos, podem colocar um nome em suas árvores, além de ter direito a 2 litros de azeite extravirgem ao ano. Hoje participantes de 15 países, além da Espanha, colaboram com doações e são convidados inclusive a visitar suas “afilhadas”, promovendo também o turismo na região.

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As oliveiras são árvores centenárias que estavam sendo abandonadas na região. Projeto de adoção mudou este cenário. Foto: Pixabay
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Quem adota uma oliveira recebe azeite produzido com os frutos das árvores. Foto: Roberta Sorge | Unsplash

Existem cerca de 100 mil pés de oliveiras no município, que foram praticamente abandonados pois a população migrou para as cidades. Alguns proprietários de antigos olivais são herdeiros que nunca tiveram nem mesmo contato com a terra. Os poucos agricultores que ficaram, sem recursos, deixaram de produzir azeite de oliva.

Com a inciativa, a região já conseguiu resgatar 10 mil árvores e gerar empregos tanto para a manutenção das árvores centenárias, quanto para a colheita e produção do azeite.

Além disso, a entidade organizadora conseguiu promover na região um sistema de gestão fundiária, que funciona através de um acordo que permite um agricultor produzir na propriedade de outro, garantindo a manutenção de uma área natural.

O projeto cria oportunidades em uma área rural que estava cada vez mais abandonada. Por meio de uma iniciativa 4 ”S”  –  Sustentável, Social, Solidário e Saudável colaboradores e produtores voltam a trabalhar para a criação de um azeite de qualidade.

Revitalização do campo

O povoado ganhou um novo propósito de existência que associa impacto ambiental positivo, trabalho para agricultores locais e alavancagem da economia regional. A comunidade criou até a marca Mi Olivo, que produz 3 variedades de azeite.

Dentre os 22 novos postos de trabalhos, existem membros da ATADI (Agrupamento Turolense de Associações de Pessoas com Discapacidades Intelectuais) que são treinados para o auxílio da manutenção dos olivais e colheita dos frutos.

A Espanha é, na atualidade, a maior produtora mundial de azeite de oliva e, embora a oliveira não seja nativa da Península Ibérica, é cultivada há milhares de anos na região, desde que foi trazida pelos Fenícios no século XI a.C. Por isso, a cultura de oliveiras é muito difundida no país.

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As oliveiras podem viver mais de 2 mil anos e produzem até 90 quilos de azeitona a cada colheita, na fase adulta. Foto: Pixabay

As árvores são baixas atingindo cerca de 4 a 5 metros de altura, tem o tronco bem característico todo retorcido e podem viver mais de 2 mil anos. Em cada colheita uma oliveira adulta pode produzir de 22 a 90 quilos de azeitonas. 

A região de Olieto vem progredindo pouco a pouco em sua retomada econômica. A escola foi reaberta com a chegada de novas crianças ao povoado, a maior circulação de pessoas reativou o comércio e o turismo começa a despertar na região.

As doações estão se ampliando e trazendo esperança para tantas outras oliveiras que ainda precisam de cuidados. O projeto de Olieto tem tudo para ser replicado em diversos locais igualmente abandonados.

Fonte: Ciclo Vivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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