Reino Unido proíbe compra de commodities produzidas em áreas desmatadas ilegalmente

O governo do Reino Unido sancionou nesta 3ª feira (10/11) uma nova lei geral para o meio ambiente que impõe regras mais rígidas para importação de commodities agrícolas, proibindo a compra de produtos relacionados a atividades ou cadeias econômicas ilegais nos países de origem ou que tenham impacto negativo sobre o meio ambiente. Assim, pela legislação, as empresas britânicas serão forçadas a fazer uma diligência prévia mais cuidadosa nos países importadores para identificar se a produção de insumos contribui para o desmatamento e a perda de biodiversidade.

A lei atinge em cheio os países que carecem de sistemas oficiais eficientes de monitoramento e controle de origem dos produtos agrícolas, como é o caso do Brasil. Ela, portanto, adiciona mais pressão sobre o governo Bolsonaro, incapaz e sem intenção real de conter o desmatamento e as queimadas ilegais na Amazônia – que seguem intensas, mesmo depois da viagem de embaixadores estrangeiros à região amazônica na semana passada. À Deutsche Welle, o embaixador alemão no Brasil Heiko Thoms alertou que a visita foi um avanço em termos de diálogo, mas que a percepção de Berlim sobre a forma como Brasília lida com desmatamento e queimadas segue bastante crítica.

Estadão e Valor repercutiram a nova lei ambiental do Reino Unido.

Em tempo 1: De acordo com o Estadão, o Palácio do Planalto pretende enviar ao Congresso uma proposta de emenda constitucional que prevê mecanismos para expropriar propriedades rurais e urbanas com registros de queimada e desmatamento ilegais. A ideia é vista com ceticismo por ambientalistas e mesmo entre representantes do agronegócio, que duvidam da disposição do governo em levar adiante essas mudanças. Estranhamente, a proposta também prevê a expropriação de quem invadir Terras Públicas.

Em tempo 2: Partidos de oposição e grupos ambientalistas entrarão nesta semana com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o governo Bolsonaro retome imediatamente o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), abandonado no ano passado. Época abordou essa notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Inmetro reposiciona a regulação como aliada da competitividade na Amazônia

"Aproximação com o Polo Industrial de Manaus, expansão da...

Do silêncio à dignidade: dois anos de escuta, compromisso e transformação

"Dois anos de escuta que transformam silêncio em proteção,...

Facções na Amazônia transformam crimes ambientais em negócio lucrativo

Estudo revela como facções na Amazônia exploram crimes ambientais, ampliam lucros ilegais e intensificam conflitos e impactos socioambientais.

Entenda como o futuro do planeta passa pela mineração em terras indígenas

Mineração em terras indígenas cresce com demanda por minerais críticos e expõe conflito entre clima, economia e direitos territoriais no Brasil.