ZFM: Operação de guerra pela vida! – Entrevista com Wilson Périco

A movimentação local nacional e mundial a favor do oxigênio que está faltando e matando pessoas no Amazonas, desde a primeira hora movimentou o setor produtivo da Zona Franca de Manaus. Confiram a conversa com Wilson Périco, líder empresarial responsável pelas ações da indústria na batalha contra a COVID-19.

Alfredo Lopes
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Alfredo Lopes é filósofo, escritor, amazonense, e editor geral do portal Brasil Amazônia Agora
Brasil Amazônia agora: Na sua opinião o que é preciso fazer para amenizar a crise do oxigênio no Amazonas?

Wilson Périco – Todos sabem que a situação é muito crítica, o consumo dos pacientes é incessante. Ninguém esperava a intromissão desta nova cepa, que surge num momento em que a situação parecia estar sob controle. Neste momento estamos pedindo ajuda a quem trabalha na fabricação, produção, distribuição de oxigênio. Já conseguimos que muitas empresas suspendessem sua cadeia produtiva que utiliza oxigênio e nitrogênio e doassem para os equipamentos públicos de saúde. O problema é o volume de contaminação e internação.

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Wilson Périco é economista, empresário, presidente do CIEAM e coordenador da Convergência Empresarial da Amazônia
BAA – E o que mais as entidades da indústria pretendem fazer?

WP – Enviamos na tarde desta terça-feira um apelo em forma de carta para nossos parceiros do setor privado. Temos certeza que teremos resposta. Não apenas das empresas. Gente de todo o Brasil está se movimentando para colaborar. E toda ajuda é bem-vinda. Hoje cedo, seis pacientes em Coari perderam a vida por falta de oxigênio. O governo do Estado havia despachado ontem por avião, via Tefé. Como os aeroportos quase todos não operam a noite, o oxigênio acabou chegando atrasado.

BAA – Além de Manaus, as empresas vão ajudar a suprir as demandas do interior?

WP – Sim. E já estamos fazendo isso. Nossa dificuldade é Logistica. São 61 municípios a uma distância que ultrapassa 1.500 km de Manaus. Os aeroportos, em sua maioria, não suportam grandes aeronaves. E de barco, mesmo os mais rápidos, demoram até dois dias para determinadas localidades. Para se ter uma ideia, de Parintins. Tabatinga são aproximadamente 2 mil quilômetros. Mas isso não vai nos impedir nem desanimar. Esta é uma ação pela Vida.

Alfredo Lopes
Alfredo Lopes
Alfredo é filósofo, escritor e editor-geral do portal Brasil Amazônia Agora

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