Suspenso há quase um mês, novo acordo retoma ARPA

Depois de quase um mês paralisado, o programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) está de volta, para alívio dos gestores das unidades de conservação amazônicas que dependem dos recursos do programa para desenvolver ações de fiscalização, pesquisa e manejo. O ARPA havia sido suspenso depois que o acordo de cooperação entre o ICMBio, órgão gestor das unidades, e o Funbio, gestor financeiro do programa, não foi renovado a tempo. O acordo anterior venceu no dia 31 de março de 2021 e, conforme apurou ((o))eco, o termo aditivo estava pronto, na mesa do atual presidente do instituto, o coronel da Polícia Militar Fernando Lorencini, que não assinou a tempo, pois quis consultar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O novo acordo foi publicado nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial da União.

O ARPA apoia financeiramente a implementação de 117 unidades de conservação (UCs) na Amazônia. Durante a suspensão, as UCs foram orientadas por e-mail pelo ICMBio a adiar e reprogramar atividades que contariam com recursos do programa. Com o novo acordo já na mesa, a expectativa é que as atividades sejam retomadas normalmente.

No início de abril, o Ministério do Meio Ambiente publicou a Portaria nº 145 que disciplina a gestão de programas, projetos de cooperação e acordos no ministério e suas entidades subordinadas. O texto institui o Sistema de Acompanhamento de Projetos e o Diretório de Projetos de Recursos Externos coordenado pelo Departamento de Recursos Externos da Secretaria Executiva (DRE/SECEX); e com ele, fica definido que as unidades responsáveis – como o ICMBio e o Ibama, por exemplo – deverão “encaminhar justificativa circunstanciada” para o sistema com antecedência mínima de 15 dias da data necessária para “a deliberação do Ministro do Meio Ambiente”.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

A insensatez de incendiar a floresta que abastece o Brasil

Com a chuva gerada pela Amazônia avaliada em mais...

Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em 41 anos, aponta MapBiomas

Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível em 41 anos, com 693 mil hectares perdidos em 2025, aponta MapBiomas.

Incêndios no Amazonas: Abin entra na investigação para apurar suspeita de ação organizada

Ministro aponta suspeita de ação organizada nos incêndios no Amazonas. Força-tarefa abre 120 procedimentos para investigar possíveis crimes.

Promessa de Flávio Bolsonaro contra desmatamento contrasta com atuação no Senado

Flávio Bolsonaro promete zerar o desmatamento ilegal até 2029, mas apoiou e promoveu medidas que reduzem a proteção ambiental.

As miragens de Trump e a conta para o Brasil

"Os Estados Unidos acumulam uma década de superávits comerciais...