Governo deve subsidiar hospedagem na COP30 para países em desenvolvimento

Ministra Marina Silva anunciou subsídio à hospedagem na COP30 como forma de amenizar a alta dos preços em Belém e garantir a presença de países em desenvolvimento no evento.

O governo brasileiro vai subsidiar hospedagem para delegações de alguns países em desenvolvimento que participarão da COP30, em novembro, em Belém (PA). A medida, anunciada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, busca contornar a alta dos preços praticados na capital paraense durante o evento. Segundo ela, já foram disponibilizadas de 10 a 15 habitações a preços acessíveis para cada país considerado vulnerável.

Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (12), Marina destacou que a ação é uma forma de garantir a presença de países que não têm condições de arcar com os custos elevados. Para delegações de países desenvolvidos e organismos da ONU, no entanto, o governo pretende adotar alternativas sem aporte financeiro, atuando com mecanismos legais para conter abusos nas tarifas.

Marina Silva fala ao microfone durante evento sobre Amazônia. Ministra anunciou medida de subsídio de hospedagem na COP30 para países em desenvolvimento.
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil.

A crise nos preços da hospedagem na COP30 também mobilizou a ONU. No mesmo dia, Simon Stiell, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), enviou uma carta a agências da organização recomendando a redução das delegações que irão a Belém. A orientação é para que funcionários não essenciais tenham apenas acesso remoto à conferência.

A COP30 deve reunir cerca de 70 mil pessoas na capital paraense, colocando pressão sobre a infraestrutura local e os custos logísticos do evento.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

Fruto brasileiro pode servir para biodiesel mais sustentável que o tradicional

Biodiesel de babaçu polui menos que o de soja e pode gerar energia e renda para comunidades do Norte e Nordeste.

Calor extremo prejudica o desenvolvimento infantil, revela estudo internacional

Estudo internacional mostra que o calor extremo afeta marcos de aprendizagem e aumenta o risco de atraso no desenvolvimento infantil.

Planta da medicina popular tem sua eficácia comprovada por cientistas contra inflamações

Estudo confirma efeitos terapêuticos de planta usada na medicina popular e reforça o potencial da biodiversidade brasileira em novos tratamentos.

Subsídios a partir de Belém para celebrar o novo ano

Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam

Transição energética: como participar a partir de seu lar

“Transição energética não é uma abstração distante. É, antes...