SisDIA reforça apoio ao CBA em prol de avanços da bioeconomia

O chefe do Escritório Central do Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Exército Brasileiro (SisDIA) afirmou pretender fomentar a cooperação e a integração do Centro com demais instituições de pesquisa e com o setor secundário.

Os avanços na bioeconomia amazônica, a integração deste segmento com a chamada Tríplice Hélice (governo, indústria e academia) e a estrutura de apoio e pesquisa que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) pode oferecer para o pleno desenvolvimento de uma economia com base em insumos locais, que pode contribuir com a diversificação da matriz econômica regional, motivaram visita de representantes do Escritório Central do Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Exército Brasileiro (SisDIA) ao Centro nesta quarta-feira (28).

Recepcionados pelo gestor do CBA, Fábio Calderaro, e equipe de pesquisadores da instituição, o chefe do Escritório Central do SisDIA, general Angelo Okumura, e o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, acompanhados por representantes do Comando Militar da Amazônia (CMA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foram apresentados às atividades realizadas no CBA, com destaque para as pesquisas que resultam em interesse tanto de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) quanto de associações locais e empreendedores e investidores internacionais.

A estrutura diferenciada do CBA, com equipamentos de alta tecnologia – sendo alguns que não se encontram em outras instituições do País e, por vezes, nem em outros países do continente -, impressionou a comitiva, que entendeu a relevância de se fortalecer a instituição como forma de fomentar a pesquisa e se alcançar resultados promissores, especialmente para a Amazônia.

Além das pesquisas com bioativos locais que já contribuem com o mercado de alimentos, bebidas e cosméticos, os avanços em estudos para adicionar valor a processos baseados em insumos típicos amazônicos – como o camu-camu, a copaíba, a andiroba, o guaraná e o açaí, por exemplo -; o trabalho que envolve bioplásticos e seu potencial de mercado; e o banco de micro-organismos amazônicos com mais de duas mil amostras passíveis de estudos biotecnológicos avançados, dentre outras áreas do conhecimento científico que avançaram significativamente, motivaram o coordenador do SisDIA a trabalhar em prol do crescimento do Centro.

“Vemos uma rede de conexões já estabelecida entre os pesquisadores do CBA com o mercado e isso é fundamental para o sucesso do trabalho aqui realizado. Contem conosco para trabalharmos juntos com o objetivo de integrar o Centro com outras instituições do País e avançar nessa atividade que entendemos ser tão relevante, tanto para a sociedade quanto para a região”, afirmou o general Okumura. Ele ainda elogiou o empreendedorismo demonstrado a partir do trabalho de pesquisa praticado no CBA e destacou que há diversas possibilidades de aproximar outras instituições de pesquisa, até mesmo de nanotecnologia, para ampliar as capacidades do Centro.

Cooperação
Okumura ainda destacou que a cooperação e a integração com demais instituições de pesquisa e com o setor secundário são de grande relevância para que se possa ter escala no trabalho de pesquisa praticado no CBA, o que contribuirá significativamente com o engrandecimento das atividades do Centro e, consequentemente, da bioeconomia amazônica.

O gestor do CBA reforçou que a inovação percebida no Centro é fruto de um trabalho constante e que vem sendo possível graças a diversos fatores, que vão desde o comprometimento da equipe ao suporte de normativos – como o Marco Legal de Inovação e a Resolução 02 do Conselho de Administração da Suframa -. “Precisamos integrar não apenas parceiros externos, mas órgãos de controle e demais instituições públicas e privadas para que entendam plenamente o trabalho aqui realizado a fim de contribuírem com os avanços das atividades e da própria bioeconomia”, afirmou Calderaro.

SisDIA
Com abrangência nacional, o Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação (SisDIA) foi criado em 2016 com o objetivo de buscar cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação em sistemas, produtos e serviços de aplicação militar e civil, por meio da Tríplice Hélice, ou seja, por meio da colaboração entre atores da Defesa, da Indústria e da Academia. Dessa forma, atua como uma célula de relações institucionais, de portas abertas para que atores acadêmicos e empresários possam apresentar soluções com aplicação de interesse mútuo.

Fonte: Suframa

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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