Reforma Tributária analisa incluir sistema de cashback sobre imposto

reforma tributária é um tema de grande relevância e impacto na economia de um país. No Brasil, essa discussão tem sido amplamente debatida, com propostas de mudanças significativas no sistema de impostos e tributos vigentes.

Uma das medidas que ganhou destaque nesse processo é a implantação do cashback, um mecanismo que visa devolver ao consumidor brasileiro o valor do imposto gasto em determinadas compras, como em produtos alimentícios que compõem a cesta básica, atualmente.

De acordo com o secretário especial para a reforma tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, é esperado que as mudanças em relação aos tributos aconteçam no primeiro semestre de 2023.

reforma tributária
Bernard Appy, dá entrevista ao programa A Voz do Brasil. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Considerando o possível modelo de devolução de dinheiro, a Universidade de Minas Gerais levantou um estudo no qual revela que o modelo de cashback do imposto deve beneficiar 72,4 milhões de cidadãos por meio de R$ 9,8 bilhões.

Ainda segundo o estudo da Universidade, entre as pessoas beneficiadas com o modelo de cashback do imposto, 72% seriam de pessoas negras e 57% de mulheres. Além disso, a pesquisa aponta que, se a reforma tributária aderir ao novo segmento, o cashback pode reduzir em 3,2 p.p a desigualdade no Brasil (Índice Gini do consumo, que verifica a desigualdade).

A proposta do novo modelo sugere que os mais pobres sejam os beneficiados com os cashbacks. Ou seja, a diferença seria aplicada na porcentagem da devolução. Para os mais ricos, o repasse seria de maneira parcial, enquanto para os mais pobres a devolutiva do imposto seria de maneira integral.

Algumas discordâncias sobre a temática ainda estão em debate, como, por exemplo, a forma de identificação das pessoas que serão beneficiadas com o cashback.

Para Bernard Appy, o Cadastro Único não deve ser o único meio de filtração dos cidadãos que devem receber o benefício. Já para Welligton Dias, Ministro do Desenvolvimento Social, acredita que o CadÚnico é o principal recurso para destinar o benefício aos cadastrados.

Texto publicado por Bruna Machado em Capitalist

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Do silêncio à dignidade: dois anos de escuta, compromisso e transformação

"Dois anos de escuta que transformam silêncio em proteção,...

Facções na Amazônia transformam crimes ambientais em negócio lucrativo

Estudo revela como facções na Amazônia exploram crimes ambientais, ampliam lucros ilegais e intensificam conflitos e impactos socioambientais.

Entenda como o futuro do planeta passa pela mineração em terras indígenas

Mineração em terras indígenas cresce com demanda por minerais críticos e expõe conflito entre clima, economia e direitos territoriais no Brasil.

Marca oficial da Amazônia usa rios reais para criar identidade inédita

Marca oficial da Amazônia usa rios reais para criar identidade e impulsionar bioeconomia, turismo e produtos sustentáveis no mercado global.