Programa monitora a biodiversidade da costa equatorial amazônica brasileira

Projeto estuda um grande sistema de recifes que ocupam a plataforma continental média e externa da região da foz do rio Amazonas

O Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) do sistema de recifes mesofóticos da foz do rio Amazonas (GARS) foi um dos contemplados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na chamada 21/2020.

Com uma área potencial de mais de 56 mil km², o GARS é um grande sistema de recifes que ocupam a plataforma continental média e externa da região da foz do rio Amazonas.

Coordenado pelo professor Nils Edvin Asp Neto, vinculado ao Instituto de Estudos Costeiros do Campus Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA), o projeto representa um grande avanço para os estudos científicos da região e para o monitoramento ecológico da costa equatorial amazônica brasileira.

O projeto visa monitorar a biodiversidade em amplo aspecto no sítio do sistema recifal mesofótico da foz do Rio Amazonas, suas relações entre a dinâmica de comunidades e as condições ambientais, bem como os desdobramentos de sua existência e funcionalidade para os recursos pesqueiros da região. 

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Foto: Divulgação/Greenpeace Brasil

O monitoramento ecológico nesta área é fundamental para que sejam entendidas as variáveis responsáveis pela dinâmica espaço-temporal da biodiversidade marinha, no contexto da transferência e conexão com a floresta amazônica, com os manguezais e com o oceano Atlântico.

Estudos sobre a biodiversidade no GARS são estratégicos do ponto de vista biogeográfico, já que a região é uma transição entre duas províncias: o Atlântico Sul Ocidental e o Caribe. 

A região apresenta recursos pesqueiros abundantes, uma complexa e ampla cadeia produtiva associada e muito relevante socioeconomicamente para a Região Norte do Brasil, logo esses recursos e sua exploração sustentável dependem do entendimento sobre o funcionamento do GARS e de estratégias efetivas para seu manejo e conservação.

“O funcionamento deste esforço interinstitucional consiste na viabilização e realização de expedições científicas embarcadas para coleta de dados ecológicos, físicos, biogeoquímicos e de recursos pesqueiros envolvendo o GARS, para a correta compreensão de seu funcionamento e importância. Este processo só é possível por meio do monitoramento de longa duração, em que também são avaliados os eventuais impactos antrópicos e as necessidades de conservação e/ou recuperação. Além das expedições, naturalmente um grande esforço laboratorial será necessário, em que a UFPA desempenhará um papel essencial”, explica o professor Nils Asp, coordenador do PELD GARS.

A proposta conta com um consórcio de universidades dos três estados que abrangem a área da foz do Rio Amazonas: Pará (UFPA e UFRA), Amapá (Unifap e UEAP) e Maranhão (UFMA e UEMA), além de contar com a parceria estabelecida, expertise e infraestrutura da USP, UFRJ e UENF, da Região Sudeste, e da UFC, UFRPE e UFPE, do Nordeste.

“A equipe do projeto é muito abrangente e altamente qualificada, integrando praticamente todas as universidades da costa norte atuantes na região em aspectos ecológicos e pesqueiros, contando com a parceria dos centros de excelência do Sudeste e centros consolidados do Nordeste. Somente com um esforço interinstitucional, um desafio desta magnitude pode ser enfrentado”, pontua o coordenador.

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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