Ministros do G20 não conseguem avançar com compromisso climático em declaração sobre meio ambiente

Os ministros do meio ambiente e de energia do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, não conseguiram se entender em torno de novos compromissos e metas para ação climática, o que joga mais pressão sobre a cúpula de chefes de governo que acontecerá no mês de outubro na Itália. A declaração final dos ministros foi apresentada ontem (22/7) pela presidência italiana do G20: o texto é genérico no que diz respeito a eventuais promessas de financiamento climático para países pobres e cortes mais ambiciosos de emissões de carbono para as próximas décadas.

De acordo com a Reuters, o documento cita pontos como segurança alimentar, uso sustentável da água, lixo marinho, finanças sustentáveis e educação sobre clima, mas sem detalhar ações ou objetivos. O texto desagradou a ambientalistas e ativistas climáticos, que passaram os últimos dias na frente do Palácio Real de Nápoles, onde acontece o encontro dos ministros, pressionando o G20 por mais ambição contra a mudança do clima. Brasil, Arábia Saudita e Indonésia estariam entre os países resistentes a termos mais ambiciosos na declaração do grupo.

Negociadores, analistas e ambientalistas apontam a cúpula do G20 em outubro como a última ocasião internacional para que as economias desenvolvidas e emergentes apresentem novos compromissos de financiamento climático para os países pobres antes da COP26. Para eles, um eventual fracasso desse esforço pode colocar em risco o sucesso da Conferência de Glasgow e ameaçar a implementação do Acordo de Paris.

BloombergFinancial TimesForeign PolicyIndependent e Reuters repercutiram a notícia.

Em tempo: Enquanto os países do G20 batem cabeça para definir novos compromissos climáticos, um levantamento da BloombergNEF e Bloomberg Philanthropies mostrou que esses governos forneceram mais de US$ 3,3 trilhões em subsídios para combustíveis fósseis desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015. No geral, os subsídios recuaram nos últimos seis anos na maior parte dos países, mas ainda em patamares acima do aceitável em um contexto de crise climática. Países como Austrália, Canadá e EUA seguiram na contramão e aumentaram o volume de dinheiro gasto com a indústria fóssil no período. Bloomberg e Guardian deram mais detalhes.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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