O documento também propõe programas para monitorar os níveis de mercúrio nos peixes consumidos pelas comunidades da Amazônia e apoio social aos pescadores afetados pela contaminação em regiões de garimpo ilegal
O WWF-Brasil lançou na última quarta (26), o primeiro Plano de Mitigação dos Impactos do Mercúrio na Amazônia, uma resposta estratégica à crescente contaminação causada principalmente pelo uso dessa substância na extração ilegal de ouro.
O plano visa proteger a saúde humana e o meio ambiente por meio de ações práticas e integradas em três eixos principais: Saúde, Segurança Alimentar e Segurança Hídrica. Ele prevê o monitoramento contínuo dos níveis de mercúrio em áreas críticas e a criação de programas de saúde voltados às consequências da exposição, com foco especial em crianças e mulheres.
Além disso, destaca-se a importância de campanhas de conscientização, pois o mercúrio pode afetar tanto o organismo humano quanto o ecossistema amazônico de formas diversas e silenciosas.

Outras medidas práticas e intersetoriais para conter a contaminação e proteger as comunidades estão previstas no plano, como a instalação de sistemas de tratamento de água, a proteção de nascentes e áreas de preservação permanente, e a fiscalização rigorosa para evitar novos focos de poluição.
O documento da WWF também propõe programas para monitorar os níveis de mercúrio nos peixes consumidos e apoio social aos pescadores afetados pela contaminação em regiões de garimpo ilegal. Outro pilar estratégico é o fortalecimento da agricultura familiar, que visa garantir segurança alimentar e reduzir a dependência de fontes de proteína contaminadas, promovendo alternativas sustentáveis de produção e subsistência.

“O sucesso na mitigação dos efeitos do mercúrio depende de uma abordagem integrada, que leve em conta as especificidades regionais. Indicamos ações prioritárias para garantir a segurança hídrica, alimentar e a saúde das comunidades da Amazônia afetadas, promovendo um futuro saudável para todos. Lembrando que essas são ações que devem estar vinculadas a um processo de fiscalização e monitoramento das atividades geradoras deste impacto para sua adequada efetivação”, afirma Ariene Cerqueira, analista de Políticas Públicas do WWF-Brasil.
