Projeções do setor indicam alta de 5 vezes no mercado de biocombustíveis até 2050

Com produção de 43 bilhões de litros em 2023, Brasil se consolida como líder estratégico na transição energética e se prepara para ampliar sua presença no mercado global de biocombustíveis.

O Brasil reforça sua posição como um dos maiores produtores de biocombustíveis do mundo e desponta como um dos protagonistas da transição energética global. Em 2023, a produção nacional chegou a quase 43 bilhões de litros, sendo 35 bilhões de etanol e mais de 7 bilhões de biodiesel. A previsão é que o mercado global de biocombustíveis cresça em cinco vezes até 2050, ampliando as oportunidades para o país.

Os efeitos ambientais já são visíveis no transporte terrestre. O uso do B20 — combustível que contém 20% de biodiesel — em frotas de ônibus tem reduzido em até 70% as emissões operacionais de CO₂, evitando o lançamento de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.

Além do etanol e do biodiesel, o Brasil também se prepara para avançar em novas frentes, como o SAF (combustível sustentável de aviação) e os combustíveis marítimos verdes. Apesar dos desafios, o país possui vantagens estratégicas, como o programa de recuperação de pastagens degradadas, que prevê restaurar até 40 milhões de hectares, área que pode ser usada para produção sustentável de matéria-prima.

Para consolidar essa trajetória, empresários e organizações do terceiro setor lançaram a “Declaração Conjunta para Biocombustíveis Sustentáveis”. O documento propõe critérios de certificação, bases para políticas públicas e mecanismos de financiamento, com foco em soluções para descarbonizar o transporte internacional.

Recuperar pastos degradados para plantar soja pode custar R$ 482 bilhões - mas traz retorno ambiental.
Recuperar pastos degradados para plantar soja pode custar R$ 482 bilhões – mas traz retorno ambiental | Foto: Freepik
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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