Depois de mais de um século, indústria automobilística se aproxima de pico de consumo de carros

A frota global de indústria automobilística se aproxima de seu pico histórico, com governos, montadoras e consumidores confrontados com a necessidade de repensar o modelo de mobilidade baseado nos carros por conta da crise climática. Uma análise da BloombergNEF sugere que a quantidade de veículos circulando nas ruas de todo o mundo deve crescer dos atuais 1,2 bilhão para 1,5 bilhão em 2039, sendo que as vendas anuais deverão atingir um pico em 2036. Se isso se confirmar, será a primeira vez em mais de um século que o setor não experimentará um aumento absoluto nas vendas.

Além da questão climática, outros fatores ajudam a explicar essa projeção. Por exemplo, em virtude do envelhecimento da população e da queda na taxa de natalidade em mercados importantes como Europa, Estados Unidos e China, a população de motoristas deve registrar uma queda nas próximas décadas. Na Europa, esse contingente se reduzirá em 11% até 2040; no Japão e na Coreia do Sul, a queda esperada é de 20% no mesmo período. Outro fator é o avanço da urbanização, com mais pessoas vivendo nas cidades e tendo acesso aos serviços públicos de transporte. Práticas de uso, como os carros compartilhados e o uso de aplicativos de mobilidade individual, também afetarão o comportamento geral dos consumidores nas próximas duas décadas.

Indústria automobilística de carros elétricos

Enquanto isso, as montadoras seguem correndo contra o tempo para ganhar espaço no mercado de carros elétricos, aquecido pela demanda crescente. Na China, a expectativa é de que as vendas de veículos novos eletrificados atinjam a marca de 6 milhões em 2022, o que representará mais de 26% do total de carros novos vendidos. No ano passado, para comparação, o mercado chinês vendeu quase três milhões de novos veículos elétricos, metade do número previsto para este ano. A notícia é da Bloomberg.

A Tesla continua liderando o mercado global de carros elétricos, mas o desempenho recente de montadoras ocidentais tradicionais, como Ford, GM e Volkswagen, junto com gigantes chinesas como a BYD, está começando a tirar o sono de seus executivos.

Segundo informou o Estadão, a empresa do bilionário Elon Musk quer recuperar o terreno perdido nos últimos meses e pretende entregar 2 milhões de veículos elétricos novos neste ano; além disso, a meta da Tesla até 2030 é vender cerca de 20 milhões de carros 100% elétricos, o que manteria a empresa no topo das vendas internacionais.

Texto publicado originalmente em CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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