Com viveiro, banco genético e laboratório, a Ilha de Germoplasma abastece projetos de reflorestamento e apoia agricultores com mudas e sementes nativas da Amazônia.
Em plena Amazônia paraense, uma área de 129 hectares abriga um dos principais centros de conservação florestal do Brasil. A Ilha de Germoplasma, mantida pela AXIA Energia no reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, reúne cerca de 100 mil árvores de 220 espécies nativas, incluindo exemplares centenários como o piquiá e a castanheira.
A iniciativa integra o Programa Germoplasma Florestal, exigência do licenciamento ambiental da usina, e combina ações de preservação genética, produção de mudas, reflorestamento e apoio a comunidades locais. A estrutura conta com viveiro capaz de produzir até 120 mil mudas por ano, banco genético florestal e laboratório de análise de sementes credenciado pelo MAPA.
Desde sua criação, iniciada em 1980, a Ilha de Germoplasma já produziu 37 milhões de sementes e 800 mil mudas, além de plantar mais de 15 mil árvores. Só em 2025, foram doadas 7,5 milhões de sementes e 90 mil mudas, beneficiando mais de 500 famílias.
A ilha também preserva o DNA de espécies ameaçadas, como o mogno, paricá, acapu e diferentes tipos de angelim, além de palmeiras e frutíferas regionais, com potencial para bioeconomia e segurança alimentar. “A produção de mudas frutíferas ajuda na bioeconomia da região, por meio da doação de mudas para pequenos produtores e famílias que dependem da subsistência para sobreviver. As mudas produzidas pelo programa chegam até a população com qualidade e prontas para o plantio”, afirma Jader Fernandes, diretor de Licenciamento Ambiental e Condicionantes da AXIA Energia.
Os materiais genéticos desenvolvidos na Ilha de Germoplasma abastecem projetos de restauração ambiental em diversas regiões do país. A atuação inclui ainda o monitoramento da fauna e da saúde das plantas, além de ações preventivas contra espécies invasoras.
Localizada em uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, a ilha serve como refúgio para a fauna nativa e contribui para manter o equilíbrio dos ecossistemas amazônicos. Segundo a AXIA, a iniciativa é estratégica para enfrentar as mudanças climáticas, fomentar cadeias produtivas sustentáveis e garantir a conservação da biodiversidade florestal brasileira.