ICMBio exonera chefe da Flona de Brasília após denúncia de extração ilegal de madeira

Três dias após a exibição da reportagem veiculada no Fantástico, na Rede Globo, que flagrou a extração irregular de madeira dentro da Floresta Nacional de Brasília, está exonerado o então chefe da unidade de conservação, Edilson Mendes da Silva, major da reserva do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Edilson estava no cargo desde o final de maio de 2020. A exoneração acontece dois dias depois de circular internamente no ICMBio, órgão gestor da Floresta Nacional, uma nota que informa que foi instaurado processo para apurar os fatos apontados pela reportagem e “se constatadas irregularidades, as medidas cabíveis serão tomadas”. A denúncia está protocolada no Ministério Público Federal e no Ministério Público do Distrito Federal.

A Floresta Nacional (Flona) é uma categoria de unidade de conservação de uso sustentável voltada para o manejo florestal, por isso permite espécies exóticas exploradas comercialmente, como eucaliptos e pinus, que se estendem em vastas áreas dos 9.300 hectares da Flona de Brasília. Apesar da extração, em si, ser permitida, ela só pode ocorrer mediante autorização do órgão gestor, neste caso, do ICMBio, e do cumprimento de uma série de ritos legais. A apuração realizada pelo Fantástico não encontrou nenhuma evidência de tal autorização. O ICMBio afirmou que há apenas uma autorização para “a coleta de árvores e troncos caídos no interior dos talhões e nas margens da rodovia dentro do perímetro da Flona”, situação que não parece ser a flagrada pelos repórteres do Fantástico.

De acordo com a reportagem, entre agosto de 2020 e junho de 2021, foi registrado um desmatamento de 33 hectares dentro da Flora. Uma estimativa feita pela Associação Brasileira de Engenheiros Florestais do DF aponta que podem ter sido retirados 578 caminhões carregados, com um valor de mercado calculado em cerca de R$5,3 milhões.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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