Ibama envia equipe de veterinários em defesa dos botos na Amazônia

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deslocou, nesta sexta-feira (5), uma equipe composta por cinco veterinários especializados na reabilitação de animais silvestres, para atuar no Lago Tefé, Amazonas. Eles se juntam a outros órgãos no combate à crise que, até o momento, resultou na morte de mais de 140 botos e tucuxis.

A situação é tão crítica que um comando de incidentes foi estabelecido em Tefé, sob coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Este esforço conjunto conta com o apoio de diversas instituições, incluindo o Instituto Mamirauá e o Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (IPAAM).

Entre as ações prioritárias, destaca-se o monitoramento dos botos ainda vivos, bem como o recolhimento e necrópsia das carcaças. Adicionalmente, estão sendo coletadas amostras para investigar as possíveis causas do incidente e monitorar outras variáveis ambientais.

O ICMBio ressaltou os cuidados adotados durante a operação: “Protocolos sanitários têm sido rigorosamente seguidos na destinação das carcaças. Lamentavelmente, muitos dos animais apresentam ferimentos causados pelas hélices dos barcos, já que a escassa profundidade das águas não permite que mergulhem o suficiente para evitá-las”.

IBAMA
Divulgação Grupo Boticário

Outro fator preocupante é a elevada temperatura da água, que ultrapassa os 39º graus em determinados pontos do lago. Este calor intenso pode diminuir a quantidade de oxigênio dissolvido na água, levando a uma aceleração da taxa respiratória dos peixes e culminando em mortes por asfixia.

Com o intuito de atenuar o problema, a capitania dos Portos de Tefé está colaborando na fiscalização e desobstrução do lago, visando facilitar a locomoção dos animais para áreas mais profundas e tentar minimizar o impacto da crise.

O ICMBio também revelou que um incidente semelhante, envolvendo uma significativa mortandade de peixes, está sendo monitorado em Alto Juruá.

A magnitude da crise em Tefé sublinha a urgência de ações coordenadas e eficientes para proteger o ecossistema amazônico, que é essencial para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental global.

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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