Ibama barra nova usina na Amazônia e aponta “fragilidades” no projeto, diz jornal

O Ibama rejeitou os estudos de impacto ambiental do maior projeto hidrelétrico da gestão Bolsonaro, conforme o jornal O Estado de São Paulo divulgou neste sábado (22.mai.2021).

O órgão fez uma análise técnica que concluiu que os dados “não sustentam uma decisão favorável de viabilidade do empreendimento”, segundo o jornal.

A usina Tabajara, estudada desde a década de 1980, barraria as águas do rio Ji-Paraná e inundaria uma área superior a 100 quilômetros quadrados de floresta, na fronteira de Rondônia com o Amazonas. A região é cercada por unidades de conservação, espécies raras e terras indígenas.

Um parecer técnico concluído em abril, ao qual o jornal teve acesso, avaliou o projeto que faz parte do Programa de Parcerias e Investimentos do governo, que lista os empreendimentos prioritários de infraestrutura no país.

Analistas ambientais apontaram no parecer que há uma série de “fragilidades, inconsistências, informalidade científica e ausência de informações” sobre o projeto, que tem custo estimado em mais de R$ 5 bilhões. Se a gestão Bolsonaro quiser prosseguir, será necessário fazer uma nova série de levantamentos e ajustes, para que sejam avaliados novamente.

O grupo responsável pelo desenvolvimento dos estudos, Furnas, Eletronorte, Projetos e Consultoria e Engenharia PCE e JGP Consultoria e Participações, disse em resposta ao jornal que “mesmo com as complementações apresentadas, o Ibama emitiu parecer técnico onde manifesta a necessidade de novas complementações e outros estudos, documento esse que está em fase de análise e será objeto de alinhamento com o Ibama”.

Fonte: Poder 360

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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