Garimpo ilegal: os esquemas que levaram o “Rei do Ouro”para a cadeia

A prisão de Dirceu Frederico Sobrinho pela Polícia Federal na semana passada chamou a atenção por conta de acusações antigas contra o empresário por envolvimento com o garimpo ilegal em Terras Indígenas na Amazônia. Ironicamente, não foi isso que o colocou atrás das grades, mas sim uma investigação sobre a operação de balsas e dragas de ouro em rios do Amazonas.

O Repórter Brasil teve acesso a parte do inquérito que resultou na detenção temporária do “Rei do Ouro”. As investigações começaram em novembro de 2020, quando a Polícia Federal recebeu uma denúncia sobre o pouso de um avião com 3 kg de ouro ilegal em Porto Velho (RO). Os agentes prenderam o piloto e três passageiros e apreenderam seus celulares. A partir da quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu contatos com Sobrinho, corroborados por registros de transações financeiras e bancárias do empresário com pessoas investigadas.

Para os investigadores, o empresário praticou lavagem de dinheiro ao “esquentar” ouro obtido de forma ilegal por uma de suas empresas, a FD’Gold. Agora, de acordo com a Folha, um dos focos da PF é averiguar as vendas de metal ilegal feitas pela empresa. Aqui, destacam-se o Banco Paulista e a exportadora BP Trading, que aparecem como compradores de ao menos R$ 278 milhões em ouro entre 2018 e 2019.

Texto publicado originalmente por CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

A responsabilidade de defender o Amazonas

Há 47 anos, o CIEAM defende a indústria e...

Bolsonaro abriu espaço para o crime avançar na Amazônia, apontam pesquisas

Estudos relacionam políticas do governo Jair Bolsonaro ao avanço do crime organizado na Amazônia.

Idesam reforça prevenção e combate a incêndios em Apuí e Careiro Castanho

Idesam reforça brigadas de Apuí e Careiro Castanho com equipamentos para prevenir incêndios florestais e proteger comunidades no Amazonas.

Queimadas no Amazonas: Mais de 79% dos focos de outubro estão em imóveis rurais privados 

Queimadas no Amazonas: 79% dos focos estão em imóveis privados. Possível relação entre avanço do fogo e contexto eleitoral é investigada.

Multas por incêndios no Amazonas chegam a R$ 2 milhões em sete dias de operações

Incêndios no Amazonas levam a R$ 2 milhões em multas e embargo de 250 hectares. Ibama registra 19 autos de infração em sete dias.