Garimpeiro disse que se sentia protegido por “Lei de Bolsonaro”

Projetos de transparência de informações acessaram documentos do ICMBio onde garimpeiro disse que a política ambiental de Jair Bolsonaro fazia se sentir protegido em cometer os crimes em terra indígena Yanomami

Dados de autos de infração ambiental obtidos pelo projeto Data Fixers, em parceria com a agência de Dados Fiquem Sabendo, revelam o clima de impunidade que imperou na Amazônia durante a gestão Bolsonaro. Em um dos autos ao qual o projeto teve acesso, o órgão ambiental relata que o infrator ironizou a ação de fiscalização contra o garimpo na Terra Indígena Yanomami e disse se sentir protegido por “Lei de Bolsonaro”. A informação foi divulgada na segunda-feira (6).

O auto em questão refere-se a uma operação realizada em setembro de 2022 pelo ICMBio na região da Estação Ecológica Maracá, em Roraima, que estava sendo utilizada como ponto de logística em apoio ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Durante a operação, os agentes do órgão ambiental abordaram um homem que admitiu fazer o transporte de suprimentos e pessoas para a região do garimpo. O auto de infração relata que, além de não colaborar com a fiscalização, o homem ria da ação dizendo que era certo que “tudo isso não dá em nada” e que os garimpeiros poderiam ficar tranquilos porque “aqui nada será destruído pois a lei do Bolsonaro não permite”.

Garimpeiro disse que se sentia protegido por "Lei de Bolsonaro"

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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