Estudo inédito avalia eficiência da cobertura florestal e estoque de carbono da Amazônia brasileira

Os professores da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) Francisco Costa e Marcelo Sant’Anna e o aluno de doutorado da FGV EPGE Rafael Araújo realizaram um estudo inédito que estima o quão distante a Amazônia brasileira está de seu nível eficiente de cobertura florestal e estoque de carbono. O trabalho é intitulado “Efficient Forestation in the Brazilian Amazon: Evidence from a Dynamic Model”.

Os resultados apontam que, em se mantendo o padrão de uso da terra das últimas décadas, uma área equivalente a duas vezes o território da França será desmatada de maneira economicamente ineficiente. Dessa forma, os resultados apontam a necessidade de mudança radical nos incentivos econômicos necessários para mitigar as emissões ineficientes de carbono referentes ao uso da terra na Amazônia. Políticas que desincentivem desmatamento baseadas na quantidade de carbono armazenada na floresta, como zoneamento ou pagamento por serviços ambientais, demonstram grande potencial de reverter o quadro atual.

Embora a logística de implementação de tais políticas não seja simples, os autores entendem que o Brasil demonstrou que pode usar tecnologia para fazer cumprir a conformidade ambiental e que existe vontade da comunidade internacional para ajudar a financiá-la.

Já em relação às políticas de mercado, os autores sugerem desincentivar o principal motor do desmatamento na região, a pecuária. Tecnologias como rastreamento de gado e moratória da carne bovina na Amazônia são opções viáveis ​​nessa direção. Desestimular a produção agrícola da região, por outro lado, não parece uma alternativa tão promissora.

 O trabalho está disponível para consulta no site.

Fonte: Portal FGV

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Lula na ONU: a coragem de dizer que o mundo não tem dono

Diante de uma Assembleia transformada em palco para ameaças...

Fumaça em Manaus: ar chega a nível péssimo e focos de calor sobem 282% no Amazonas

Fumaça em Manaus piora a qualidade do ar em diferentes bairros, enquanto focos de calor aumentam 282% no Amazonas.

Proteger a floresta em pé rende mais que plantar uma floresta nova, mostra estudo na Science

Estudo no Pará mostra que proteger a floresta de incêndios e exploração madeireira traz mais benefícios à biodiversidade que a restauração.

Amazonas enfrenta a fumaça com planos ainda inconclusos

Com a poluição acima do limite da escala em...

Área queimada no Pantanal cresce quase 180% em Mato Grosso do Sul

Área queimada no Pantanal cresce 179,7% em Mato Grosso do Sul até 17 de setembro de 2026, enquanto Cerrado e Mata Atlântica registram queda.