Estímulo a se tornar cientista

Uma importante iniciativa para incentivar a identificação e o desenvolvimento de novos cientistas está de volta. Em 2 de dezembro, a FAPESP e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) anunciaram a reativação do programa Aristides Pacheco Leão de estímulo às vocações científicas.

Criado em 1994 em homenagem ao neurofisiologista carioca e interrompido em 2019 por falta de verbas, o programa tem por meta estimular alunos de iniciação científica a realizar um estágio de até 50 dias durante as férias de verão em laboratórios nacionais de excelência. Com duração de cinco anos, renováveis por mais cinco, o acordo firmado entre a Fundação e a ABC permitirá que, a cada ano, 50 alunos de graduação de qualquer instituição de ensino e pesquisa do país e de qualquer área receba o treinamento no laboratório de um membro titular da academia.

Os candidatos devem estar matriculados em um curso de graduação e inscritos em um programa de iniciação científica. Titulares da ABC interessados em receber um bolsista devem se cadastrar no programa.

“Notícia alvissareira. No passado, um estudante visitou nosso laboratório no âmbito desse programa. Foi muito bom. Um dos campi do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) recebe o nome desse neurofisiologista. Vamos em frente!”

Comentário de Adalberto Luís Val – INPA, ABC e TWAS.

Fonte: Revista FAPESP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Estudo na revista Nature revela que microplásticos no ar foram superestimados

Estudo revela que microplásticos transportados pelo ar vêm majoritariamente da terra e desafiam modelos globais sobre poluição.

Após 10 anos, Brasil atualiza lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção

Nova lista atualiza cenário das espécies aquáticas ameaçadas no Brasil e reforça medidas contra sobrepesca, poluição e perda de habitat.

A Amazônia no limite invisível do carbono – Entrevista com Niro Higuchi

Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.

Compostos de copaíba-vermelha inibem entrada e replicação do coronavírus, diz estudo

Estudo revela que compostos da copaíba-vermelha inibem o coronavírus e reforçam o potencial da biodiversidade brasileira.

Para além de vinhos e queijos: a Amazônia no redesenho do comércio global

O Brasil deixa de ser apenas uma oportunidade conjuntural...