Embrapa aplica pesquisa sobre hábitos de consumo de hortaliças durante a pandemia do novo coronavírus

A Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) está realizando uma pesquisa online, em parceria com o Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort), para averiguar o comportamento do consumidor de hortaliças diante do contexto de isolamento social em razão da pandemia da Covid-19. A proposta é compreender as alterações no hábito de consumo, assim como o nível de abastecimento com hortaliças nos pontos de venda.

article?img id=52515979&t=1589999677132

A pesquisa está disponível até dia 24 de maio e os consumidores podem acessar o formulário no seguinte link: www.embrapa.br/hortalicas/pesquisa-consumo-covid-19. O tempo de duração estimada para preenchimento é de três minutos. Entre as espécies de hortaliças contempladas na pesquisa estão: abóbora, alface, alho, batata, batata-doce, cebola, cebolinha, cenoura, coentro, pimenta, quiabo e tomate.

De acordo com Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças e coordenador da pesquisa, a ideia teve como ponto de partida algumas constatações sobre a influência da pandemia na comercialização e no consumo de hortaliças. “Acreditamos que esse contexto influenciou fortemente o mercado de hortaliças em diferentes regiões do País, uma vez que as restrições decorrentes dessa crise afetaram tanto a distribuição quanto a comercialização dos produtos olerícolas. A menor circulação das pessoas nas ruas também tem influenciado negativamente a venda e, consequentemente, o consumo das hortaliças durante esse período”, registra Nascimento em artigo sobre o tema.

Segundo ele, o objetivo da pesquisa é justamente delinear o nível e o alcance dessas mudanças. “Queremos saber o desempenho das hortaliças em meio a esse período crítico que ora vivenciamos – o resultado vai servir para subsidiar ações de pesquisa e de transferência de tecnologia da Embrapa Hortaliças e iniciativas de fomento à produção por parte da Ibrahort”, explica Nascimento.

Ele acrescenta que essa é apenas uma etapa inicial da pesquisa que, certamente, será aprofundada em outras questões que deverão surgir com a crise.

Parceria com Ibrahort

Para Stefan Coppelmans, presidente do Ibrahort, a pesquisa representa uma importante contribuição à cadeia produtiva de hortaliças, na medida em que vai permitir aferir o comportamento dos consumidores nesse período de incertezas geradas pela pandemia. O Instituto representa diversos segmentos da cadeia produtiva do setor olerícola, envolvendo empresas, associações de produtores e sindicatos.

“Na atual conjuntura, as informações que dispomos sobre o consumo e a comercialização de hortaliças são esparsas e insuficientes para que tenhamos uma percepção mais clara da realidade. Dessa forma, os resultados da pesquisa vão contribuir para que possamos discutir com nossos associados e produtores as alternativas para enfrentar as dificuldades”, avalia Coppelmans, ao concluir que unir forças é fundamental nessa época de incertezas.

Fonte: Embrapa

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

A Amazônia diante de um mundo em ruptura

Geopolítica instável, economia sob pressão e inteligência artificial reconfiguram...

Nova enzima sustentável na indústria de papel promete corte de poluentes

Nova enzima sustentável na indústria de papel reduz químicos tóxicos e avança com solução baseada em resíduos agrícolas e bioeconomia.

Idesam oferece até R$ 200 mil em prêmios no Desafio Bioinovação Amazônia

Idesam abre inscrições para desafio de bioinovação na Amazônia, com prêmios de até R$ 200 mil e apoio técnico para soluções sustentáveis.

Água em risco: como a poluição ameaça a vida nos rios do planeta e o que pode ser feito agora

Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes