Efeitos econômicos da guerra entre Rússia e Ucrânia têm potencial de ser maior que os da pandemia

As economias mais potentes do mundo podem se envolver de forma mais intensa e os efeitos acabam sendo imprevisíveis, segundo o professor Luciano Nakabashi

Os efeitos econômicos no mundo e no Brasil em função da guerra entre Rússia e Ucrânia  é o tema da coluna Reflexão Econômica desta semana. Segundo o professor Luciano Nakabashi esse conflito é um dos eventos com maior e mais significativo potencial de efeitos econômicos das últimas décadas, maior até que a pandemia, dependendo do seu desenrolar. “As economias mais potentes do mundo podem se envolver de forma mais intensa e os efeitos acabam sendo imprevisíveis.”

O medo hoje, segundo Nakabashi, é o envolvimento de outros países de forma mais direta. “Já se vive um momento de incerteza econômica entre países da União Europeia e Estados Unidos, então a expectativa em termos de envolvimento direto é bastante limitado, mesmo assim acaba afetando o humor dos investidores e trazendo efeitos sobre a economia de vários países, sem contar as sansões econômicas.”

O professor lembra que a Rússia é um importante fornecedor de matéria prima, sobretudo na área de energia, especialmente para a União Europeia. A redução das relações comerciais acaba tendo aumento de custos na Europa e em outros países envolvidos. “Esse cenário acaba reduzindo o potencial de crescimento das economias mundiais, especialmente nas mais próximas daquela região.”

Em relação ao Brasil, Nakabashi diz que existe impacto em relação a incerteza, pois são muitas variáveis e países envolvidos numa situação complexa, que envolve as principais nações do mundo. A estratégia da Rússia de espalhar fake news e tentar confundir em relação aos seus movimentos, causando desinformação e levando vantagem com isso e o  conflito bélico, num primeiro momento, já refletiu na Bolsa de Valores, inclusive do Brasil que está longe do conflito. “Nenhum investidor gosta de incerteza, isso tudo afeta o comércio e as exportações no Brasil, portanto a tendência é negativa, mas vai depender muito do desenrolar do conflito.”

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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