A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
“A Amazônia carece destes recursos retidos pelo governo federal, R$4,6 bi, notadamente em setores da saúde, da alimentação funcional, da farmacopeia e dermocosmética florestal que podem dar respostas, de curto e médio prazo, para a geração de emprego e crescimento sustentável de uma Bioeconomia pujante, diversificando o Polo Industrial de Manaus e regionalizando a economia e os benefícios de nossa população esquecida.”
Entre as prioridades da pesquisa, voltada à inovação e soluções tecnológicas, o presidente da Embrapa chama a atenção para áreas como agricultura digital, integração lavoura pecuária floresta, edição genômica e bioeconomia, nas quais é preciso avançar ainda mais.
A gestora agora reuniu 34 fundos, com mais de US$ 4,6 trilhões em ativos, para tentar convencer o governo brasileiro a reverter políticas que destroem a Amazônia.
Precisamos ter soberania de conhecimento sobre a região. O vasto conjunto da Amazônia que está no nosso território nos impõe isso. Precisamos conhecer o que está dentro dela
Imagine se esse momento fosse usado para substituir o modelo econômico de exploração de recursos que norteou o crescimento do último século por uma abordagem mais resiliente, que trabalhe junto à natureza e não contra ela.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas