A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Na próxima quinta-feira, 17, o Idesam e a Página22, em parceria com uma série de instituições, realizarão mais um evento em sequência de uma Série de debates sobre a Nova Economia da Amazônia. Desta vez, o tema abordado será Biotecnologia e Inovação: Como promover investimentos em P&D e Negócios Disruptivos.
Baseados em ativos da floresta, pequenos negócios unem biodiversidade, tecnologia e sustentabilidade para aumentar o valor dos produtos e beneficiar as populações locais
Como diz Denis Minev, um de seus conselheiros, “O IDESAM tem dado alguns passos para desenvolver uma Bioeconomia um pouco diferente, uma Bioeconomia que não toca nem depreda a floresta, mas retira a inteligência a partir da floresta para desenvolver outros produtos e outras frentes empreendedoras”.
É o que aponta um estudo realizado pela CNI, que mostra que a tecnologia 4.0 para fabricação de produtos com recursos da biodiversidade verde e amarela pode ser uma aliada.
O agronegócio precisa se comunicar cada vez mais com a sociedade brasileira para mostrar a realidade do setor e sua importância para a segurança alimentar do país, segundo o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges. Para tratar do tema, a Abraleite promoveu, em parceria com a Embrapa, um debate online com a participação de representantes de algumas das principais instituições da cadeia produtiva.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas