A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
A Amazônia, sua gente desempregada com seus benefícios postergados, já não pode esperar. Afinal, nossa contribuição, no cenário atual, supera todas as expectativas.
Com seu raciocínio cirúrgico e rigor nos argumentos, Higuchi analisa os discretos avanços e muito desperdício de energia. E faz alguns alertas, demonstrando porque...
Outro destaque é a movimentação para emplacar a Bioeconomia como o novo polo de diversificação da economia e do desenvolvimento, sempre focado no paradigma da sustentabilidade e interlocução permanente com as unidades federativas de abrangência atribuídas legalmente à Suframa, a Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá
O tema do momento é a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), que encerra oficialmente hoje, em Glasgow, na Escócia. Nas negociações e nas falas, inclusive de diversos governadores brasileiros que participaram do evento, os investimentos em bioeconomia são fundamentais para que os países consigam cumprir os acordos firmados, principalmente na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
O interessante de acompanhar mais de perto esses debates e reuniões é verificar o quanto o posicionamento dos líderes mundiais dá uma embolada conceitual, quando comparado com o posicionamento das nossas correntes políticas. É interessante ouvir os alertas de Boris Johnson e outros líderes conservadores, porque por aqui mudanças climáticas e conservação da Amazônia são praticamente coisas de comunista. Mas, vamos ao que interessa, esqueçamos as picuinhas.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas