A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
“A integração da bioeconomia com o Polo Industrial de Manaus representa, pois, uma trilha para fomentar a inovação, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico...Em um mundo que clama por soluções sustentáveis, a Amazônia emerge como um laboratório vivo repleto de oportunidades através da bioeconomia. Além de um ativo publicitário promissor. A Natura, uma gigante da cosmética, não deixa de ser um exemplo de como a utilização sustentável de princípios ativos amazônicos pode ser turbinada e economicamente lucrativa. Através de campanhas que enfatizam sua conexão com a Amazônia, a empresa não apenas aumentou sua receita, mas também fortaleceu a imagem de um negócio comprometido com práticas sustentáveis.”
Explorando o sucesso de cooperativas e startups na Amazônia, que estão valorizando produtos regionais e promovendo a sustentabilidade econômica e ambiental, ao mesmo tempo em que ganham espaço nos mercados globais.
Bioeconomia
A instalação e plano de trabalho da Comissão de Competitividade, em janeiro último, chamam a atenção para a retomada ou a estruturação da competitividade da Nova Indústria ZFM. O projeto de diversificação e adensamento produtivo na Amazônia é bem mais que uma questão econômica.
A iniciativa inclui produtos de marcas como a AMAZ, fortalecendo a parceria entre o Carrefour e produtores locais da Amazônia para promover a biodiversidade e o sustento das comunidades tradicionais.
O camu-camu, fruto amazônico que possui 100 vezes mais vitamina C que um limão, enfrenta desafios em sua cadeia produtiva, mas estudos recentes apontam grandes oportunidades para seu desenvolvimento e comercialização tanto no mercado brasileiro quanto internacional.
A partir de maio, o SUS em São Paulo começará a fornecer gratuitamente medicamentos à base de canabidiol para tratar diversas condições, incluindo epilepsia e câncer, após novas regulamentações aprovadas pela Anvisa e apoiadas por decisões judiciais favoráveis ao cultivo medicinal de Cannabis, o nome científico da maconha.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas