A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Estamos falando do artigo publicado nesta segunda-feira, 27 de junho, pelo jornal o Estado de São Paulo, sobre a Zona Franca de Manaus em busca de um futuro. Escrito pelos empresários Horacio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski, parceiros na gestão da Natura, o texto padece de algumas distorções que precisam ser explicitadas:
“Independentemente do que venha pela frente, no Polo Industrial de Manaus ninguém ficou de braços cruzados à espera do pior. Agimos. Seguimos agindo e nos unimos. Fizemos a diferença.”
O tributarista e ex-superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, compartilhou nas primeiras horas desta terça-feira , 21 de junho, o parecer do PGR Augusto Aras, segundo o qual falta cabimento – leia-se desconhecimento dos fundamentos legais para a economia do Amazonas – aos decretos que inviabilizam o programa Zona Franca de Manaus. Diferente daquilo que as redes sociais governistas que detonaram seus canhões de fakenews para demonizar a bancada do Amazonas, acusando-a de condenar a redução de impostos, o PGR pôs os pingos nos seus devidos lugares, os is da indignação e infâmia.
Fora da sustentabilidade não há futuro próspero para o Amazonas. Teremos que ter cuidado apenas para não pintar de verde mais destruição, mais desrespeito...
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas