A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Presente na paisagem habitualmente e desafiadora da ZFM, o advogado e administrador Lúcio Flávio Moraes de Oliveira, aceitou o desafio que, provavelmente, é um dos maiores de sua vida: dirigir uma entidade de classe do Polo Industrial de Manaus, sob ataques que se resumem à incompreensão nacional no trato da Amazônia, tanto da mídia tradicional como do poder público. Entretanto, com uma experiência robusta no assunto que lhe conferiu o título de conselheiro emérito do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Lúcio topou e já pôs o pé na estrada: ajudar o Amazonas e a Amazônia Ocidental, mais o Amapá, a resguardar seus empregos e manter sua base econômica.
A Suframa cuida, e bem, da Zona Franca de Manaus de hoje, entendido este hoje como sendo o tangível economicamente enquanto durarem os incentivos fiscais; depois disto ela deve ser extinta.
A pavimentação de uma economia legal na Amazônia, o programa Zona Franca de Manaus, permanece válida na medida em que, nenhuma atividade econômica - disponível no radar de um planejamento estratégico regional - é capaz de substituir as conquistas dessa intuição na geração de empregos, oportunidades e proteção do patrimônio natural.
O resultado das urnas no nosso estado privou o Amazonas de continuar na Assembleia e na Câmara Federal, com representantes que defendiam com convicção...
É a lei da vida, das relações pessoais e institucionais: “dize-me com quem andas, mostra o que tu fazes e eu saberei quem és.” Ou tem outro jeito de construir projetos, antecipar utopias ou assegurar avanços neste partido chamado Amazônia, onde a economia busca caminhar com o meio ambiente em harmonia, na afirmação legítima e legal da Zona Franca de Manaus?
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas