A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
“Ora, se a economia da ZFM, em 2023, já faturou US$ 11 bilhões em quatro meses, na mesma pegada de sua performance produtiva e rotineira, chegou a hora de suspender o confisco habitual e inverter a partilha da riqueza que tem jorrado nos cofres federais a partir da Amazônia. Não precisa aplicar tudo na região, apenas assegurar a brevidade de sua autonomia financeira e administrativa, condição efetiva de, em médio prazo, repassar ao país as primícias lucrativas dessa decisão.”
Ao assinar a proposta do Documento que propõe manutenção de empregos e proteção florestal, Luiz Augusto Barreto Rocha e Marcos Bento, CIEAM e ABRACICLO, respectivamente, priorizam aproveitar essa extraordinária oportunidade propiciada pela agenda de reforma tributária para iniciarmos, efetivamente, a construção de uma nova Zona Franca de Manaus (ZFM), com novas metas, nova governança e novas formas de financiamento. Esperamos que nossas contribuições ajudem a construir um país mais eficiente, mais sustentável e mais inclusivo.
“Aqui sabemos e queremos gerar riqueza, empregos e proteção florestal, ou seja, “integrar a Amazônia ao Brasil para não entregar” os recursos naturais à cobiça estrangeira ou à destruição das espécies oriundas da ação predatória que persiste na mente e atitudes de alguns atores. Não queremos privilégios, apenas contrapartidas dentro da Lei, uma reforma baseada na simplicidade, com segurança jurídica e na sacralidade do interesse público.”
“Só assim, com o avanço de contar com liderança inequívoca de mais mulheres nas funções decisivas da entidade, sob o imperativo da transparência e consistência de metas e condutas, dinamização constante das comissões setoriais, vamos atuar dentro de nossas atribuições e demandas coletivas de infraestrutura, de acatamento ao estatuto legal, assegurando a segurança jurídica e a aplicação local e regional dos ativos consignado por nossos investimentos e colaboradores. De quebra, vamos conduzir com mais fluidez e clareza a comunicação daquilo que fazemos, com a necessária resiliência e insistência, posto que a responsabilidade social da indústria é, definitivamente, a geração de empregos e oportunidades na direção da prosperidade regional.”
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas