A Corte Suprema ratificou a condição de área de livre comércio da Zona Franca de Manaus, assegurando a manutenção dos benefícios e incentivos fiscais direcionados à esta e que têm os legítimos objetivos de proporcionar o desenvolvimento regional e de reduzir as desigualdades sociais e econômicas.
A Coimpa iniciou suas operações em 1973 e, desde então, passou por diversas transformações e atualizações para otimizar suas atividades no Polo Industrial de Manaus (PIM).
A Zona Franca de Manaus, criada ainda na ditadura militar para desenvolver o Norte do país, tem como principal atrativo a baixa tributação, que pode em muitos casos se transformar em isenção tributária ou mesmo gerar créditos para as empresas.
Liquidar com este mecanismo de acertos, o Programa Zona Franca de Manaus, é um tiro de canhão na ilharga dos próprios pés. Entretanto, haverá, certamente, uma bonificação, ou o reconhecimento de herói nacional no vizinho estado do Paraguai.
Jair Bolsonaro afirmou, enfaticamente, que, enquanto houver ZFM, haverá soberania do Brasil sobre a Amazônia. Como tornar isso factível se as entidades de classe da indústria de Manaus correm da sala para o banheiro sempre e quando o Ministro da Economia volta a dizer que vai acabar com todos os incentivos fiscais do Brasil, e esquece que nossa contrapartida fiscal é uma política do Estado brasileiro, não de governo A ou B, de quatro ou oito anos. Então, Brasil, vamos entrar em acordo?