Desmate avança sobre Amazonas, que acumula recordes em 2022

Nova fronteira do desmatamento, estado registrou este ano os piores números da série do INPE. Em toda Amazônia Legal, área em alerta é do tamanho de Fortaleza

O Estado do Amazonas tem registrado, em 2022, um recorde atrás do outro quando o assunto é destruição da floresta. Considerado como a nova fronteira do desmatamento, o estado teve, nos três primeiros meses do ano, os maiores índices de alertas desde 2016, quando começou a série do Programa DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Em janeiro, o Amazonas registrou 44 km² de áreas sob alerta, número sete vezes maior do que o mesmo período em 2021, quando foram registrados 5,86 km² de desmatamento. Em fevereiro foram 40,49 km² sob alerta, um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior (25,81 km²). Em março, um novo recorde: 106 km² de desmatamento, número 72% maior que o mesmo período de 2021, quando foram gerados alertas para 61,41 km² no estado.

No mês passado, o Amazonas ultrapassou o Pará e encostou no Mato Grosso em termos de área desmatada. Historicamente, os territórios paraense e matogrossense figuram no topo da lista de desmatadores.

Segundo a Sala de Situação da Amazônia (AMS), também do INPE, em março de 2022, o desmatamento no Amazonas foi concentrado em Assentamentos rurais, com 48,7% do total registrado, seguido por Áreas Indefinidas, com 41,3%, áreas inscritas no Cadastro Ambiental Rural, com 9,39% e Unidades de Conservação, com 0,61%.

Desmatamento na Amazônia

Em toda a Amazônia Legal, os alertas de desmatamento em março somaram 312,23 km². O número é um pouco menor do que o mesmo período em 2021, quando foram registrados alertas para 367,6 km² de floresta. Mas não há motivo para comemorar: a área perdida no último mês na Amazônia é equivalente a todo território da cidade de Fortaleza e está entre as piores cifras para o mês na série do INPE.

Entre os estados, o Mato Grosso segue na liderança, com 108 km² em alerta. Encostado nele vem o Amazonas, com 106 km²; seguido pelo Pará, com 45 km²; Rondônia, com 37 km²; Roraima, com 13 km²; Acre, com 2 km² de alertas registrados em março; e Maranhão, com 1 km².

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Quando Manaus cresce, São Paulo fatura

A expansão da Zona Franca não retira empregos do Sudeste. Muito pelo contrario. Amplia encomendas para a indústria paulista, fortalece a segurança hídrica do agronegócio e preserva a floresta que abastece de chuva os reservatórios brasileiros.

Primeiro leilão de baterias impulsiona indústria nacional e geração renovável

Leilão de baterias prioriza indústria nacional e projetos em MG e no Nordeste para ampliar armazenamento de energia limpa no Brasil.

Folclore amazônico revela como lendas ajudam a proteger a biodiversidade 

Folclore amazônico revela como lendas sobre rios, florestas e animais ensinam limites, preservação da biodiversidade e respeito à natureza.

PARA A ABRACICLO, O MAIO AMARELO É PROGRAMA DO ANO INTEIRO, DA VIDA INTEIRA

Para a entidade Abraciclo, representante de um setor fabril...

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

"Não existe tecnologia sem ciência, sem prática e sem...