Desmatamento na Amazônia depreciou valor de terra e privilegiou poucos produtores rurais

O desmatamento ocorrido na última década reduziu o preço da terra no Brasil, mostra um estudo lançado pelo Instituto Escolhas e feito por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), informa o g1.

Aqueles que compraram novas terras contaram com a ajuda do desmatamento, mesmo que não tenham derrubado uma só árvore. Os produtores com mais dinheiro expandiram os negócios com essas terras que estão disponíveis em preço mais baixo. O estudo demonstra que nas regiões onde ocorreram a expansão da fronteira agropecuária – Amazônia Legal e MATOPIBA (na divisa dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) – a depreciação foi ainda maior.

Também resultado do desmatamento é a perda de até 90% do habitat de animais do Cerrado e da Amazônia, segundo constatou estudo realizado pela consultoria Gondwana e financiado pela União Europeia no âmbito do projeto Eat4Change, informa a BBC. O levantamento cruzou os mapas do desmatamento da Amazônia e do Cerrado até 2019 com os mapas de ocorrência de espécies ameaçadas ou que vivem em áreas restritas para entender como a perda da vegetação nativa afeta essa biodiversidade.

Do total, quase todas (484 de 486) perderam parte de seu habitat.

Em tempo: PCC e Comando Vermelho, facções criminosas que têm como foco o tráfico de drogas, estão agindo na Amazônia nas atividades ilícitas de grilagem, trafíco de madeira e garimpo ilegal, segundo publica Carta Capital. Nós já tínhamos dado este alerta.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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