COP28: Brasil apresenta propostas para manter floresta em pé

O governo brasileiro apresentou uma proposta inovadora na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28) nesta sexta-feira (1). A iniciativa sugere a criação de um fundo, alimentado por países com fundos soberanos e outros investidores, dedicado à manutenção e conservação das florestas tropicais.

Os fundos soberanos, geridos por países para acumular riquezas, como os da Noruega, Emirados Árabes Unidos, China, Arábia Saudita, Kuwait e Catar, são vistos como potenciais financiadores deste projeto. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) do Brasil enfatizou a importância desta proposta para incentivar a conservação e combater o desmatamento e a degradação florestal.

Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, destacou o papel dos fundos soberanos, que possuem cerca de US$ 12 trilhões em ativos, grande parte proveniente da venda de petróleo e combustíveis fósseis. A proposta brasileira sugere um aporte inicial de US$ 250 bilhões, correspondente a menos de 20% dos ativos de baixo risco dos 13 maiores fundos soberanos, para o estabelecimento do Fundo Floresta Tropical para Sempre (FFTS).

O FFTS visa gerar recursos para projetos de preservação florestal e desenvolvimento econômico para os povos das florestas. A rentabilidade líquida do fundo seria utilizada para remunerar países tropicais, com base na extensão de suas florestas conservadas ou restauradas.

Para ter acesso aos recursos, os países com florestas tropicais precisam manter taxas de desmatamento baixas e adotar práticas de gestão transparentes e confiáveis. A proposta prevê ainda penalidades para países que não cumprirem os critérios estabelecidos, incluindo multas por desmatamento.

cOP28
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Este movimento surge em um contexto de crise climática global, onde o desmatamento e a redução da cobertura florestal são grandes contribuintes para o aquecimento global e a emissão de gases de efeito estufa.

A proposta do Brasil na COP28 é um passo significativo para combater o aquecimento global e cumprir os compromissos estabelecidos no Acordo de Paris de 2015

*Com informações Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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